Começa nesta quinta freira (20), no Rio de Janeiro, o julgamento do homem acusado de feminicídio contra a cientista social Bárbara Vergetti Martins de Souza, assassinada há quase dois anos. O julgamento de Vitor Teodoro Cossich está marcado para começar às 13h desta quinta-feira, no 2º Tribunal do Júri da capital, aqui no Rio.O processo tramita em segredo de Justiça.
O crime ocorreu em outubro de 2024. Bárbara Vergetti Martins de Souza, de 34 anos, desapareceu após sair de casa, em Copacabana, para se encontrar com Vitor, com quem mantinha um relacionamento.
O corpo dela foi encontrado dias depois em um apartamento alugado por ele em Cachambi, na Zona Norte. O laudo pericial confirmou que Bárbara morreu por asfixia provocada por esganadura. Ele foi preso e confessou o assassinato. Agora, o caso será julgado pelo Tribunal do Júri.
A acusação sustenta que Bárbara foi vítima de feminicídio, ou seja, que a agressão está relacionada à identidade de gênero. Bárbara era uma mulher trans. Formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, era pesquisadora e ativista. Pouco antes de ser assassinada, Bárbara comemorava a aprovação no mestrado em Ciência Política na USP.
Em São Paulo, a Justiça tornou réu o empresário preso por agredir a esposa, em São Paulo. Ele também teve o pedido de prisão domiciliar negado, e a prisão preventiva mantida a pedido do Ministério Público. Seguranças da rua da casa onde ocorreu parte das agressões também são investigados por não prestarem socorro.
Ivo Kos responde por lesão corporal contra mulher e ameaça de morte. A decisão que o tornou réu também envolve medidas protetivas de urgência para garantir o retorno da vítima à residência em que ela morava com o agressor, assim como a restituição de bens pessoais e do seu veículo.
A vítima relatou histórico de agressões e o agravamento da violência, o que levou à percepção de risco de morte por parte da promotoria. A prisão preventiva foi mantida para preservar a integridade física e psicológica da cirurgiã-dentista Giulia Falcão, de 27 anos, e prevenir novas agressões.
A decisão foi baseada no relato da vítima, nas lesões constatadas pelos policiais que atenderam a ocorrência e laudos periciais, e na admissão do próprio investigado de que havia dado um soco no rosto da mulher.
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