O julgamento da maior chacina da história do Distrito Federal chegou ao fim neste fim de semana. O Tribunal do Júri condenou cinco réus acusados de assassinar dez pessoas da mesma família.
Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, o júri, formado por sete jurados, condenou os réus pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação e destruição de cadáveres, sequestro, fraude processual, roubo, associação criminosa e corrupção de menores. A maior pena foi aplicada a Gideon Batista de Menezes, com cerca de 400 anos de reclusão. Os demais receberam penas entre 350 e 200 anos, com exceção de um deles, condenado a dois anos em regime semiaberto por cárcere privado. No total, as penas somam mais de 1.200 anos de prisão.
O caso ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, quando o grupo assassinou uma família de dez pessoas em uma chácara na região administrativa do Paranoá, avaliada na época em R$ 2 milhões. Os criminosos acreditavam que, ao eliminar as vítimas, poderiam tomar posse da propriedade e revendê-la.
Entre as vítimas estavam um casal na faixa dos 30 anos, os três filhos, um homem e duas mulheres na faixa dos 50 anos e duas jovens, de 25 e 19 anos. O julgamento durou seis dias e terminou na noite de sábado (18). Os réus ainda podem recorrer da sentença.
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