A Justiça determinou que o Governo do Rio de Janeiro, a Prefeitura da Capital e a SuperVia apresentem um plano de restauração e conservação da Estação Ferroviária de Marechal Hermes. O espaço, inaugurado em 1913, é patrimônio histórico e sofre com a degradação. Além da restauração, os réus terão de pagar indenização por danos morais coletivos.
Quem viveu os tempos de ouro de Marechal Hermes guarda boas lembranças do local. Como a Cleunice Pereira, que mora no bairro da Zona Norte carioca há 70 anos.
Inspirada em modelos ingleses, a estação de trem histórica, de 1913, era o ponto central do bairro projetado para os operários da época. Ela foi classificada pela Prefeitura do Rio como área de proteção do ambiente cultural, patrimônio tombado, mas acabou sofrendo com a degradação do tempo.
O Ministério Público conseguiu na Justiça a condenação dos governos estadual e municipal, e da concessionária SuperVia, que terão de pagar R$ 20 mil em indenização por danos morais coletivos pela má conservação do patrimônio. Eles também terão de apresentar um plano de restauração e conservação do espaço.
Historiadores defendem que o espaço seja requalificado e transformado em um centro de memória.
Assim como Marechal Hermes, outras estações ferroviárias históricas do Rio de Janeiro foram abandonadas ao longo dos anos. Uma das principais é a Estação Leopoldina, no Centro. O prédio passa por um processo de restauração, com entrega prevista, inicialmente, para este ano, quando a estação completa o seu centenário. Mas a complexidade da obra e outros impasses atrasaram o cronograma.
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