O desafio da quebra de sigilo, que se tornou um dos assuntos mais discutidos na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, ganhou mais um capítulo no fim da manhã desta quinta-feira (22). Representantes da campanha de Lula, candidato à reeleição pelo PT, protocolaram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a resposta do presidente às 19 condições apresentadas pelo adversário, Flávio Bolsonaro, do PL, para que o senador abra os próprios sigilos fiscal, bancário e telefônico, além dos de seus familiares e empresas.
De acordo com o documento, Lula não se opõe às condições e aceita abrir os próprios sigilos e os de familiares, desde que Flávio Bolsonaro também cumpra sua parte no desafio.
A posição oficializada no documento entregue ao TSE hoje já havia sido antecipada pela coordenação da campanha do PT na tarde de ontem. O partido também estabeleceu o prazo até as 11h de hoje para que Flávio Bolsonaro abra os sigilos bancários, fiscais e telefônicos dele e de seus familiares, desde que as exigências apresentadas a Lula sejam cumpridas.
Entre as 19 condições impostas por Flávio Bolsonaro estão a ampliação da quebra dos sigilos bancários dos dois candidatos para um período de 20 anos, a inclusão de assessores próximos a Lula e de seu irmão, Frei Chico, a divulgação dos registros de visitantes do Palácio do Planalto e a abertura dos dados sobre os gastos realizados com o cartão corporativo da presidência da República.
A campanha do presidente disse estranhar o fato de Flávio Bolsonaro ter se recusado a apresentar informações sobre a empresa do advogado e sócio dele, Willer Tomaz, investigado por suposto envolvimento em fraudes no INSS. O senador foi cadastrado por Willer como usuário máster de uma conta bancária da empresa, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.
Flávio Bolsonaro negou ser sócio da empresa e afirmou que, por esse motivo, não poderia fornecer as informações solicitadas.
Flávio também indicou o senador eleito e ex-procurador Deltan Dallagnol para analisar os dados da documentação apresentada por Lula.
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