O Acordo de Paris completa exatamente dez anos durante a COP30. Foi tema hoje (7) da última sessão entre os líderes. Esse acordo, firmado em 2015, foi um compromisso histórico de quase todos os países para conter o aquecimento global.
Belém vira a página agora para dar atenção à COP30, que começa a partir da semana que vem. No entanto, o evento não iniciará na capital do Pará. Ele já é fruto de um trabalho de três décadas. O primeiro encontro foi a Eco-92 no Rio de Janeiro. Anos depois, em 1998, foi criado o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima, quando a ciência consolidou o entendimento sobre aquecimento global. Em 2015, foi realizado, na França, o Acordo de Paris, que representou avanços importantes, como a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C em relação à temperatura média do planeta antes da Revolução Industrial.
Em 2015, os países não ficaram obrigados a reduzir a poluição climática, de forma que cada nação definiu as próprias metas e os meios para alcançá-la. Foi um passo, mas pequeno. Hoje, estamos no 30º evento mundial para mudanças climáticas, e a crise acelerou. Assim, os líderes mundiais concordaram em limitar o aquecimento global a até 1,5°C.
Entre os desafios importantes dessa COP30 é a ausência dos Estados Unidos, que é um dos principais emissores de poluição. Inclusive, os setores já apresentam mais de 70% das emissões globais para termos um caminho ambiental sustentável e economicamente viável.
O presidente Lula falou hoje sobre os dez anos do Acordo de Paris e disse que houve avanços, mas que ainda insuficientes para atingir as metas:
“Cem países, representando quase 73% das emissões globais, apresentaram suas contribuições nacionalmente determinadas. Em sua maioria, as novas NDCs avançaram, ao abranger todos os setores econômicos e todos os gases de efeito estufa. Mas o planeta ainda caminha para um aquecimento de cerca de 2,5°C. No que depender do Brasil, Belém será o lugar onde renovaremos nosso compromisso com o Acordo de Paris. Isso significa não apenas implementar o que já foi acordado, mas também adotar medidas adicionais, capazes de preencher a lacuna entre a retórica e a realidade.”
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