O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) realizou, nessa quinta-feira (5), reunião com representantes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) para discutir parcerias voltadas ao enfrentamento do capacitismo, ao fortalecimento da educação inclusiva e do esporte para pessoas com deficiência, à produção de conteúdos audiovisuais e campanhas de conscientização, além da possibilidade de compartilhamento de dados, em conformidade com a legislação vigente, e da articulação institucional com estados e municípios.
(Foto: Thiago Araújo/SNDPD/MDHC)
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, José Antônio Ferreira Freire, apontou que garantir visibilidade contínua ao esporte paralímpico é uma forma de disputar narrativas e enfrentar o capacitismo de maneira estrutural. “Durante muito tempo, os atletas com deficiência apareciam só a cada quatro anos, e depois sumiam. O que a gente entendeu é que o importante é fazer parte da paisagem, estar com frequência no noticiário, nas transmissões e nas competições. Por isso, a parceria com o MDHC é estratégica para ampliar esse debate e fortalecer a presença do paradesporto no cotidiano da sociedade”, pontuou.
“Entre as nossas iniciativas, está o Selo Brasil Paralímpico, que consolidou parcerias de conteúdo e permitiu ir além da lógica das medalhas, ampliando a cobertura das competições e das histórias dos atletas na mídia. Quando o paradesporto passa a circular de forma regular na televisão e nas plataformas digitais, ele deixa de ser exceção e passa a fazer parte do cotidiano das pessoas, contribuindo diretamente para o enfrentamento ao capacitismo”, afirmou Daniel Brito.
Cadastro e dados
“A ideia é aproveitar o Acordo de Cooperação proposto pela equipe do Comitê Paralímpico Brasileiro e inserir a integração de dados ao Registro de Referência da Pessoa com Deficiência, sempre com consentimento expresso das pessoas envolvidas e em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados, como uma das metas do Acordo. Esse processo pode qualificar o planejamento das políticas públicas, fortalecer a articulação com estados e municípios e ampliar o acesso a direitos, sem qualquer repasse financeiro entre as instituições”, afirmou o gestor.
Atuação do CPB
(Foto: Thiago Araújo/SNDPD/MDHC)
Com mais de três décadas de atuação, o Comitê Paralímpico Brasileiro consolidou o esporte paralímpico no país, ampliando o acesso de pessoas com deficiência à prática esportiva, da base ao alto rendimento. Nas Paralimpíadas de Paris 2024, o Brasil alcançou sua melhor campanha histórica, com 89 pódios no total e 25 medalhas de ouro, um recorde para a delegação brasileira.
A atuação do CPB é estruturada por uma ampla rede de 99 Centros de Referência espalhados pelo país, voltados à iniciação esportiva e à formação de novos talentos. A meta de médio prazo é ampliar essa rede para 123 unidades em todo o país, fortalecendo a presença territorial do esporte paralímpico e ampliando o acesso de pessoas com deficiência à prática esportiva em diferentes regiões do Brasil.
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Texto: T.A.
Edição: F.T.




