O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, acatou um pedido da defesa de Daniel Vorcaro e autorizou que o banqueiro converse com os advogados sem ser gravado. Vorcaro, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília, também poderá receber visitas sem agendamento prévio.
Com a decisão do ministro André Mendonça, os advogados de Daniel Vorcaro passaram a ter acesso livre ao cliente no presídio da Papuda aqui em Brasília. Inclusive fizeram, nesta terça-feira (10), a primeira visita já com as novas regras, sem gravação de imagens ou registro de áudio.
Além disso, os advogados vão poder visitar o dono do Master sem precisar agendar horário e poderão entrar na prisão com papéis para fazer anotações das conversas com Vorcaro.
Essa autorização do ministro André Mendonça é uma exceção, porque a regra para quem está em presídio federal de segurança máxima é que as conversas com as defesas sejam sempre gravadas em áudio e vídeo.
A justificativa apresentada pela defesa foi a de que a comunicação reservada entre advogado e cliente é uma prerrogativa essencial do direito de defesa, argumento que acabou sendo aceito pelo ministro.
Também relativo ao caso Master, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, soltou uma nota hoje para explicar a existência de um contrato de R$ 38 milhões supostamente firmado em 2024 entre o seu escritório de advocacia e o Fundo Reag, ligado ao Master.
A revelação foi feita pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e chamou atenção porque Ibaneis era um dos articuladores da venda do Master para o Banco de Brasília. Além disso, o Fundo Reag foi liquidado pelo Banco Central como desdobramento das investigações.
Em sua defesa, Ibaneis disse que está afastado do escritório de advocacia desde 2018 e que não participou de negociações com a Reag.
O Governo do Distrito Federal publicou a lei que autoriza o Poder Executivo a injetar recursos para cobrir o buraco nas contas do Banco de Brasília (BRB). O prejuízo, estimado em mais de R$ 6 bilhões, foi resultado da negociação de compra do Banco Master, conduzida pelo ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa.
Com isso, o governo fica autorizado a contrair empréstimos e usar bens para garantir os valores emprestados ou vender imóveis públicos.
Compartilhar:
