Hoje, 7 de outubro, completa três anos do início do capítulo mais recente da guerra de Israel contra a Palestina, na Faixa de Gaza. A data marca o ataque do grupo Hamas, que matou aproximadamente 1.200 israelenses. Hoje, Israel mantém 60% do território palestino ocupado e o cessar-fogo, anunciado um ano atrás, na prática não funcionou. Israel seguiu atacando Gaza mesmo após o início da trégua.
Em Israel, uma cerimônia marcou a data no Kibutz Re'im, local do festival de música, perto da fronteira com Gaza, onde 348 jovens foram mortos pelo Hamas. Familiares das vítimas e autoridades participaram. No total, além de 1.200 mortos, outras 251 pessoas foram feitas reféns.
Na Faixa de Gaza, hoje, os palestinos enfrentam uma crise humanitária sem precedentes, marcada por uma destruição generalizada, escassez severa e deslocamento sistêmico de pessoas. Grandes áreas de Gaza foram reduzidas a escombros e os moradores tentam encontrar maneiras de retomar os negócios. Na zona leste da cidade, Al-Batsh administra uma pequena oficina de reciclagem, produzindo peças que se tornaram cada vez mais difíceis de obter devido ao fechamento das passagens de fronteira. Sua própria fábrica foi destruída, o que o obrigou a recomeçar com bem menos recursos.
“Coletamos alumínio dos escombros de casas destruídas e reciclamos para criar peças que não têm mais permissão de entrar em Gaza devido ao fechamento das passagens. São componentes de geradores e peças de reposição para carros e caminhões”, disse ele.
Depois do 7 de outubro de 2023, os bombardeios e operações terrestres de Israel em Gaza mataram mais de 74.000 pessoas, incluindo milhares de mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde palestino. O número também inclui pelo menos 1.400 mortos no último ano, desde um cessar-fogo mediado pelos EUA. O acordo interrompeu combates de maior escala, mas não impediu novos ataques israelenses e nem garantiu o desarmamento do Hamas.
Compartilhar:
