Mestrado em Políticas Públicas e Desenvolvimento da Fundaj debate a questão de acesso a direitos
Encontro contou com a palestra da professora Teresa Cristina de Souza Cardoso Vale, da Universidade dos Vales do Jequitinhonha e Murici Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
02/10/2025 18h20
O Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Desenvolvimento (PPGPPD), mestrado em parceria da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio da Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), realizou um encontro nesta terça-feira (30), tendo como palestrante a professora Teresa Cristina de Souza Cardoso Vale, da Universidade dos Vales do Jequitinhonha e Murici.Participaram do encontro a diretora de Formação Profissional e Inovação (Difor/Fundaj), Ana Sousa Abranches, a coordenadora do PPGPPD, Maria do Rosário Andrade, além de professores e alunos.
sora Teresa Cristina de Souza Cardoso Vale, que também faz parte do PPGDPP realizou a palestra “Caminhos Entrecruzados: Políticas Públicas entre a Técnica e a Justiça Social em Contexto das Diferenças que Moldam o Acesso a Direitos”. Em sua apresentação, a professora apresentou análises sobre a desigualdade social no Brasil. Segundo Teresa, as diversas realidades e especificidades de cada grupo populacional. “É necessário criar a participação de quem vai receber políticas públicas para que a população se identifique com as decisões tomadas”, contou.
A insegurança alimentar no Brasil também foi tema da palestra de Teresa. No país, a insegurança alimentar tem cor, gênero e região, segundo a pesquisadora. “A insegurança alimentar, embora atinja todos, é mais acentuada em mulheres negras nas regiões norte e nordeste do país”, explicou. Apesar do maior acesso a recursos, quando comparados os tempos atuais com o século 19, por exemplo, ainda há uma desigualdade muito bem delimitada.
“A cada 10 famílias chefiadas por homens brancos, 4 sofrem de insegurança alimentar. Se forem mulheres brancas, 5 sofrem de insegurança alimentar. No caso de homens negros, a cada 10 famílias chefiadas por eles, 6 sofrem de insegurança alimentar. Já para as mulheres negras que chefiam a casa, a cada 10 famílias, 7 passam por insegurança alimentar”, comentou.
O PPGPPD bebe do tema através do seu principal intuito, que é contribuir para a formação em políticas públicas na região Nordeste e fortalecer o diálogo entre a produção acadêmica e a atuação do setor público nas esferas municipal, estadual e federal.
Categoria Preparação
Tags: Pernambuco



