O ministro da Defesa de Israel deu um ultimato aos moradores da cidade de Gaza para que se desloquem para o sul palestino, alertando que esta é a última chance para que eles deixem a região.O aviso veio enquanto o exército israelense intensifica o cerco à cidade, alvo de uma ampla ofensiva terrestre, e após ter bloqueado o último acesso ao norte da Faixa de Gaza para os moradores do sul.Em um comunicado, Israel Katz, alertou que "aqueles que permanecerem na cidade de Gaza, serão considerados terroristas e colaboradores do terrorismo". Segundo os militares israelenses, 780 mil pessoas deixaram a cidade de Gaza desde que uma ordem de retirada foi emitida em 9 de setembro. O enorme fluxo de deslocados sobrecarregou ainda mais os serviços humanitários. E muitos ainda hesitam em deixar a região devido aos riscos à segurança e à fome generalizada.Esta manhã, bombardeios israelenses mataram 13 pessoas, entre elas um funcionário da organização Médicos Sem Fronteiras. Enquanto isso, mediadores árabes e turcos pressionam o Hamas para uma resposta positiva sobre o plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Fontes próximas dizem que o grupo palestino quer modificar algumas cláusulas, principalmente no que diz respeito ao desarmamento do Hamas. Além de contemplar o cessar-fogo, a proposta norte-americana prevê a libertação dos reféns, a retirada gradual das forças israelenses da Faixa de Gaza e a desmilitarização do território.Na segunda-feira, Trump determinou que o Hamas teria de três a quatro dias para dar sua resposta ao plano de paz, caso contrário, o fim seria muito triste.
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