O Brasil registrou mais de 85 mil pessoas desaparecidas só no ano passado. O que representa 232 sumiços diários. O Ministério da Justiça lançou hoje materiais de apoio à política nacional de busca de pessoas desaparecidas.
Dentre as publicações que foram lançadas hoje no Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a gente destaca uma cartilha que orienta a integração entre polícias militares e as guardas civis municipais. Outro destaque também é o diagnóstico das práticas de gestão de pessoas falecidas sem identidade conhecida. Essa publicação serve para subsidiar a integração entre sistemas de busca e investigação e também serviços forenses essenciais para o fortalecimento da política nacional de busca de pessoas desaparecidas.
Os registros de desaparecimentos no Brasil aumentaram nos últimos anos. Em 2023, foram cerca de 78 mil pessoas, já em 2025, cerca de 85 mil pessoas. A taxa de localização tem se mantido estável entre 67% e 68%. Até abril deste ano de 2026, 29 mil pessoas já são consideradas desaparecidas no Brasil.
O diretor do Sistema Único de Segurança Pública, João Alberto Nogueira Junior, orientou o que fazer no caso do desaparecimento de uma pessoa próxima.
“Procurar a autoridade policial, fazer o registro. Relatar todos os detalhes que envolvem o desaparecimento dessa pessoa. E nós achamos que desmistificar aquela questão das 24 horas... Não existe isso. Nós sabemos que a dor do desaparecimento de um ente querido é muito relevante e isso tem que ser tratado exatamente pelas forças que atuam. As forças policiais que atuam nessa área, que têm que dar exatamente a atenção necessária para que a família saia de lá esperançosa. É nisso que nós concentramos todos os nossos esforços”, detalhou ele.
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