O Incra no Ceará reuniu movimentos sociais, órgãos parceiros e servidores para estruturar, em conjunto, ações prioritárias em benefício da população rural do estado. A Oficina de Planejamento Participativo foi realizada em 2 e 3 de maio (quinta e sexta-feira), na regional da autarquia. Foram dias de escuta e estudos sobre atividades efetivas para responder às demandas preferenciais de famílias já assentadas, das que pleiteiam terra pela reforma agrária e das comunidades remanescentes de quilombos no Ceará. “Esta etapa nos deixa muito satisfeita, pois sabemos que, a partir dessas discussões com os movimentos sociais, teremos condições de planejar melhor as ações gerais do Incra e de levar até essas pessoas uma ação muito mais focada nas necessidades realmente existentes na vida delas”, explicou a chefe de Gabinete da Presidência do Incra, Wânia Maria das Graças Pontes Maramaldo. Programação No primeiro dia da oficina, gestores da autarquia apresentaram a metodologia do planejamento, em reuniões com servidores e demais participantes. Em seguida, foram formados grupos de trabalho para discussão de temas como obtenção de terras, regularização de territórios quilombolas e desenvolvimentos de assentamentos. As solicitações apresentadas foram reunidas em uma planilha de acompanhamento, que será monitorada por uma comissão formada pelos integrantes do encontro. Uma ata com todos os planos traçados e compromissos firmados durante o dia foi assinada por todos os presentes. No último dia, gestores e servidores iniciaram discussões internas para estabelecer metas, orçamentos e prazos para concretização das ações. “Esse planejamento vai alimentar o que nós já programamos aqui no Ceará, mas agora definindo prioridades a partir das demandas dos movimentos sociais”, disse o superintendente do Incra/CE, Erivando Santos. Participaram da oficina representantes da Comissão Estadual dos Quilombolas Rurais do Ceará (Cerquirce); da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais do Ceará (Fetraece); do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); do Instituto de Desenvolvimento Agrário do Ceará (Idace); e da Secretaria Estadual da Igualdade Racial (Seir). Movimentos sociais O desenvolvimento do meio rural foi destacado pela representante do MST, Maria de Jesus. “Nós colocamos a centralidade, primeiro, na retomada da reforma agrária e no acesso à terra para as famílias acampadas. Segundo, há um passivo muito grande nos assentamentos, referente à oferta de créditos, infraestrutura, saúde e educação, então estamos aqui, de fato, reivindicando uma retomada das ações”, considerou. Já José Antônio, da Fetraece, ressaltou a importância em definir as urgências para facilitar a destinação de recursos às ações. “A nossa expectativa é boa, esperamos que, a partir desse momento, com as ações definidas e priorizadas, haja o destravamento do orçamento para que trabalhadoras e trabalhadores possam obter a terra e as políticas públicas tão necessárias para o desenvolvimento da reforma agrária no Ceará”, pontuou. “Hoje eu saio daqui alegre, com a alma lavada, sabendo que o Incra voltou a funcionar como antes, e com tudo escrito, com o planejamento e o seguimento das atividades em prol das comunidades quilombolas do Ceará”, afirmou o representante da Associação de Remanescentes Quilombolas de Alto Alegre (Arqua), Cícero Luís da Silva. Oficinas O encontro no Ceará seguiu o modelo de outros que vêm acontecendo em todas as superintendências regionais do Incra. Desde a primeira oficina, realizada em fevereiro de 2024, em Marabá (PA), a autarquia já concluiu encontros participativos nos estados da Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Nordeste do Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Sul. Acompanhe também as notícias e os comunicados do Incra pelo WhatsApp
08 de mai. de 2024
Movimentos sociais participam de oficina de planejamento do Incra no Ceará
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