A medida provisória que substitui a alta do IOF, o “Imposto sobre Operações Financeiras”, teria que ser aprovada ainda hoje pelo Congresso, até às onze e cinquenta e nove da noite. Mas a Câmara dos Deputados votou agora há pouco pela retirada do tema da pauta. A aprovação era considerada fundamental para fechar o orçamento do ano que vem.
Ao longo do dia, o governo negociou e tentou concluir acordos, incluindo até uma ameaça de corte nas emendas parlamentares. A gente vai direto lá pro Congresso, então, falar com o Antônio Trindade, que traz as informações mais recentes pra gente. Oi, Antônio. Boa noite.
Apesar das concessões feitas pelo governo no texto original da MP do IOF, a proposta foi retirada da ordem do dia da Câmara dos deputados. Por isso a MP vai perder a validade.
Antes foram feitas várias negociações com vários setores, como a bancada ruralista, o Ministério da Fazenda aceitou retirar do texto o aumento de tributação para as casas de apostas — as bets — e também manteve a isenção do Imposto de Renda para os investimentos em Letras de Crédito do Agro e do setor imobiliário.
Mesmo assim, faltando poucas horas para o fim do prazo para aprovar a medida provisória foi retirada.
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, disse hoje que uma das alternativas é cortar 10 bilhões de reais das emendas parlamentares — 20% do total reservado no orçamento.
A oposição critica esses aumentos de tributos, ainda que sejam para setores financeiros, alguns deles com benefícios fiscais. Já a base do governo acusa a oposição de tentar criar um rombo fiscal para prejudicar o governo em ano eleitoral.
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