O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral até as 23h59 de domingo (25), segundo balanço divulgado nessa segunda (26). São Paulo registrou o maior número de casos, com 350, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169.
Foram concedidas 52 decisões liminares para garantir o direito ao voto livre. Em uma delas, a prefeitura de São Paulo foi proibida de utilizar sua estrutura administrativa para pressionar trabalhadores a participar de atos de campanha, após denúncias de servidores. Teria ocorrido uma reunião em 17 de outubro, com a presença de aproximadamente 300 pessoas, entre funcionários comissionados e líderes de órgãos municipais. Na ocasião, o prefeito Ricardo Nunes teria convocado os funcionários a participar de um ato em apoio ao então candidato Flávio Bolsonaro. A prefeitura também estaria exigindo a comprovação de presença dos funcionários no evento e ameaçando exonerar aqueles que não comparecessem.
Entre o primeiro e o segundo turno, foram registradas 946 denúncias. Apenas em outubro, o total ultrapassou 1.100, uma alta de mais de 115% em relação a setembro.
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