Em 2024, o Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), incluiu pela primeira vez em seu planejamento anual a realização de ações de combate à discriminação em relação à população LGBTQIAPN+. O objetivo é atender a demanda de atenção sobre as desigualdades de oportunidades no trabalho a que estão sujeitos os diversos grupos identificados a partir de diferentes marcadores sociais. Além disso, o MTE criou em 2021, através da SIT, a Coordenação Nacional de Combate à Discriminação, ao Assédio e à Violência e Promoção de Igualdade de Oportunidades no Trabalho (CONAIGUALDADE), que engloba medidas, políticas e ações de proteção e promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A auditora-fiscal do trabalho Camilla Bemergui, à frente CONAIGUALDADE, pontuou: “Ter dentro do Ministério do Trabalho e Emprego uma Coordenação Nacional que atua especialmente no combate à discriminação no trabalho é reconhecer que o Estado brasileiro apoia ações contundentes que ecoem sua postura contra a intolerância”. Camila ainda afirmou que datas como o Dia Internacional do Orgulho Gay, celebrado hoje (28), enriquecem o debate de promoção da igualdade, uma vez que a igualdade entre todos é objetivo da República Federativa do Brasil, pelo menos, desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. “O bem de todos só é passível de ser alcançado quando todas as pessoas, sem distinção de qualquer espécie, possam usufruir dos direitos sem ameaças. É neste contexto que se amplifica a importância do “orgulho” que hoje abraça orientações sexuais e identidade de gêneros distintos: lésbica, gay, bissexual, transgênero, queer, intersexo, neutro, assexual, pansexuais, neutros ou não binários, bem como quaisquer outras orientações ou identidades”, acrescentou a coordenadora. “O assédio discriminatório é um fator de risco psicossocial e cabe às organizações manterem o ambiente de trabalho livre de riscos. Também é preciso compreender que a discriminação pode estar em diversos comportamentos inadequados, como na rescisão do contrato de trabalho por motivo discriminatório até em comentários, tido por inofensivos por quem fala, mas têm o único propósito de causar constrangimento”, concluiu Bemergui.
28 de jun. de 2024
MTE inclui pela primeira vez em seu planejamento anual a realização de ações de combate à discriminação em relação à população LGBTQIAPN+
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Inclusão no Trabalho
Empregabilidade e trabalho digno são pauta prioritária na 4ª Conferência Nacional LGBTQIA+
A 4ª Conferência Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, realizada em Brasília, priorizou a empregabilidade e o trabalho digno para a população LGBTQIA+. Durante o evento, foi assinado o Plano Nacional de Trabalho Digno LGBTQIA+, que visa promover a inclusão e a autonomia econômica desse grupo. Apesar de avanços, participantes relataram desafios como discriminação e altas taxas de desemprego. O plano inclui diretrizes para combater a LGBTQIAfobia e fortalecer o empreendedorismo. A conferência segue até 24 de outubro, promovendo diálogos entre governo e sociedade civil.
22 de out. de 2025
