Quase metade dos jornalistas mortos em 2025 estava na Faixa de Gaza. E oito em cada dez morreram em contexto de guerra ou pela atuação do crime organizado. Os dados fazem parte do balanço anual da organização não governamental e sem fins lucrativos Repórteres Sem Fronteiras.
Entre 1º de dezembro de 2024 e 1º de dezembro de 2025, 67 jornalistas foram assassinados em 22 países. Desses, quatro em cada dez (43% ou 29) foram mortos na Faixa de Gaza por ação das Forças Armadas israelenses. Desde os ataques do Hamas a Israel, no dia 7 de outubro de 2023, o Exército israelense matou cerca de 220 jornalistas em Gaza. O México aparece em segundo lugar no ranking de países mais letais do mundo para jornalistas, com nove profissionais assassinados. Eles atuavam em denúncias do crime organizado e de seus vínculos com a política, e já tinham recebido ameaças explícitas de morte. A Ucrânia aparece em terceiro lugar, com três repórteres mortos em ataques de drones russos.
Até o início deste mês, pelo menos 503 jornalistas seguiam presos em 47 países. A China concentra o maior número desses profissionais (121). A Rússia está em segundo lugar (48), sendo mais da metade desse número de jornalistas estrangeiros (26). Embora Israel não apareça no topo do ranking, chama a atenção por ter 20 jornalistas presos, todos palestinos. O relatório também destaca que há, hoje, no mundo, 135 jornalistas desaparecidos, 37 apenas na Síria, mais de um quarto do total.
O Brasil é um dos países que não é citado no relatório. Este ano, o país melhorou 47 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, também produzido pela Repórteres Sem Fronteiras. O Brasil passou da posição 110, que ocupava em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro, para o número 63.
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