Dos cerca de 1.600 jornalistas registrados na Faixa de Gaza, 252 foram mortos em ataques israelenses desde o início da ofensiva no enclave palestino, há cerca de dois anos. Os números foram atualizados hoje pelo Sindicato dos Jornalistas da Palestina, em uma reunião online organizada pela Federação Nacional dos Jornalistas, a Fenaj, em parceria com a Embaixada da Palestina no Brasil.
Segundo o sindicato palestino, trata-se do maior massacre de profissionais de imprensa em qualquer conflito armado da história mundial. Pelo menos outros 200 jornalistas foram presos, 400 ficaram feridos e quase 700 casas de profissionais da imprensa foram destruídas pela invasão das forças militares de Israel.
O repórter da Agência Brasil, Pedro Rafael Vilella, participou do encontro e trouxe o relato em uma reportagem. Pouco depois da reunião, que reuniu jornalistas palestinos e brasileiros, a tenda onde funcionava o centro de solidariedade de jornalistas em Gaza — onde estavam pelo menos 20 profissionais — foi bombardeada pelas forças israelenses.
A informação foi repassada pelo Sindicato dos Jornalistas Palestinos ao embaixador da Palestina no Brasil. Felizmente, todos os profissionais conseguiram escapar sem ferimentos.
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