Encontro segue até terça-feira (27), com visitação ao Engenho Massangana
Mulheres na ciência, trajetórias na pesquisa e diferentes possibilidades para aspirar carreiras em áreas diversas inspiraram um encontro entre jovens estudantes da rede pública de ensino e pesquisadoras na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), nessa segunda-feira (26). A programação integrou o "Quero ser cientista: ciência delas”, evento organizado no âmbito do Programa de Iniciação Científica (Pibic) da Fundaj e integra a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.
A atividade tem o objetivo de apresentar aos jovens as diferentes possibilidades de formação e atuação científica e ampliar a participação das mulheres como protagonistas na produção e difusão do conhecimento. Para dar as boas-vindas aos estudantes, no Campus Gilberto Freyre, em Casa Forte, a presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, destacou a importância da ciência e de sua relação com a cultura, em equipamentos como a instituição. “Temos a expectativa de uma troca entre saberes, que é algo extremamente relevante. Abrir as portas da Fundação Joaquim Nabuco para encontrar os alunos é muito produtivo e significativo”, destacou.
Já a diretora de Pesquisas Sociais (Dipes), Luciana Rosa Marques, celebrou o espaço de aprendizagem e diálogo construído durante o evento. “Vocês já estão, desde agora, começando a entender a importância e o que é fazer ciência. Que esse interesse pela ciência se solidifique, e vocês continuem tendo curiosidade e querendo investigar”, disse. A programação contou com uma sessão debate do filme “Mulheres na Conservação”, produção sobre mulheres pesquisadoras da área de conservação ambiental no Brasil. Após a exibição, os participantes tiveram um bate-papo com a pós-doutoranda da Unifesp, Barbara Pinheiro, mediado pela pesquisadora da Fundaj Beatriz Mesquita.
Durante a conversa, Barbara falou sobre sua atuação em ciências marinhas e a trajetória enquanto pesquisadora. “Ser uma mulher cientista é desafiador, mas algo que me move todos os dias e me dá vontade de conhecer mares no mundo todo. A cada mergulho, a cada experiência, a gente tem uma coisa para perguntar”, pontuou. A programação do primeiro dia foi finalizada com um bate-papo sobre trajetórias acadêmicas e políticas públicas de ingresso e permanência em Instituições de Ensino Superior, como Enem, Prouni e Embarque Digital.
Participaram da mesa Eduarda Queiroz, egressa Pibic Ensino Médio Fundaj, e Luana Santos, mestra em Sociologia-UFPE. O encontro foi mediado por Viviane Toraci. “Pesquisadores que olham os mesmos problemas, mas dão outras soluções”, observou Viviane.
"Quero ser cientista" segue até a terça (27), com visitação ao Engenho Massangana, e se alinha com o compromisso da Fundaj em democratizar o conhecimento, popularizar a ciência e a educação e enfrentar as desigualdades sociais. O evento é realizado em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e Secretaria da Mulher da Prefeitura do Recife.

