No Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra, uma pesquisa mostra que mulheres negras são mais afetadas por tipos agressivos de câncer de mama. O estudo foi divulgado nesta segunda (26) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). O câncer de mama triplo negativo, por exemplo, uma forma grave da doença, é duas vezes mais frequente nesse grupo.
As mulheres negras também costumam receber o diagnóstico mais tarde. Entre elas, 43% são diagnosticadas nos estágios 3 e 4, contra 35,5% das mulheres brancas nos mesmos estágios. Além disso, a sobrevida das mulheres negras é menor em comparação à das mulheres brancas: 7,5 anos contra 8,4 anos.
“Se somos os grupos mais vulneráveis da população brasileira, nesse sentido, a política precisa olhar para essa vulnerabilidade como aspecto importante, com monitoramento, vigilância e cuidado a esse grupo com especial ênfase”, afirma a assistente social Lúcia Xavier, coordenadora da ONG Criola.
Outro problema apontado pelo levantamento é a falta de dados no Brasil com recorte racial.
“Os dados hoje nos mostram a necessidade de termos um olhar específico para essa população, com o desenvolvimento de políticas específicas para esse segmento, buscando equidade e melhores resultados nesses indicadores”, explica Roberto de Almeida Gil, diretor geral do INCA.
Compartilhar:

