Ricardo de Castro conheceu o trabalho de conservação, digitalização e organização dos acervos da Fundação, incluindo o do geógrafo pernambucano
O pesquisador e doutorando em Comunicação Ricardo de Castro, neto de Josué de Castro, conheceu o acervo da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), na quinta-feira (1º). No Recife para participar da programação do mês dedicado ao legado de Josué de Castro, o pesquisador visitou e teve acesso ao trabalho desenvolvido pela Fundação na preservação e difusão de acervos históricos. O pernambucano Josué de Castro foi médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor e ativista brasileiro no combate à fome.
O pesquisador Ricardo de Castro foi recebido pela presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar; o diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), Túlio Velho Barreto; a coordenadora-geral do Cehibra, Nadja Tenório; a coordenadora do Cdoc, Sylvia Couceiro; e o coordenador da Editora Massangana, Cristiano Borba. A presidenta da Fundaj destacou a relevância histórica de Josué de Castro e a importância da presença do seu legado para as novas gerações.
Ricardo de Castro teve um panorama do acervo de Josué de Castro mantido pela Fundaj e de outros conjuntos documentais sob responsabilidade da instituição. Dentre os itens, estão cartas, manuscritos e fotografias do médico e intelectual pernambucano, que revelam mais sobre os bastidores de sua obra.
A visita incluiu informações sobre os processos de conservação, armazenamento, digitalização, organização e categorização dos materiais. “Fiquei muito impressionado com o cuidado que estão tendo em relação a tudo que eles estão envolvidos”, disse Ricardo, ao conhecer o trabalho de preservação.
Para Túlio Velho Barreto, é importante articular instituições que trabalham as temáticas da fome e da desigualdade social a partir do pensamento de Josué. “A Fundaj é uma instituição que tem 77 anos e a gente entende que deve ser perene. Os descendentes de Josué de Castro ou de qualquer outra pessoa que temos no acervo darão continuidade, junto à instituição, a esses acervos”, destacou.
Para Ricardo de Castro, Josué de Castro observaria com preocupação a permanência de problemas relacionados à fome e à desigualdade. “Infelizmente, depois de tanto tempo, a gente está vendo práticas do passado fazerem parte do dia a dia hoje. Ou seja, essa volta aí do pseudofascismo, dessa loucura que a gente está vivendo e que, de alguma forma, está impactando a graus de insuficiência alimentar”, disse.

