Ao longo de mais de seis décadas de atuação, Barreto teve papel fundamental na consolidação do audiovisual brasileiro, contribuindo para a produção de obras que marcaram gerações e ajudaram a projetar nosso cinema dentro e fora do país. Sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da produção independente e para o desenvolvimento da indústria audiovisual.
Para além do trabalho criativo e de produção - foram mais de 70 filmes ao longo da carreira -, Barreto também exerceu papel decisivo na articulação institucional em defesa do setor audiovisual e no fortalecimento da indústria cinematográfica brasileira.
A ANCINE lamenta profundamente o falecimento, aos 98 anos, de Luiz Carlos Barreto, produtor, cineasta e fotógrafo, um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro.
Barretão, como era carinhosamente chamado, fazia questão de uma distinção que resumia sua visão de mundo: não gostava de falar em “cinema nacional” - afinal, todo país tem o seu. Falava em “cinema brasileiro”, com identidade, ousadia e vocação própria. Era com esse espírito que erguia o brinde que se tornou sua marca: “Viva o cinema brasileiro!” Poucos personificaram tão bem essa frase quanto ele mesmo.
A ANCINE presta sua homenagem a um dos grandes construtores do cinema brasileiro e se solidariza com a família, amigos e admiradores de Luiz Carlos Barreto neste momento de tristeza.
Seu legado segue vivo nas centenas de profissionais que formou e inspirou, nas obras realizadas e na contribuição inestimável que deixa para a cultura do Brasil.
Viva o cinema brasileiro.
Viva Barretão.
Como diretor de fotografia, foi responsável por trabalhos marcantes do Cinema Novo, como Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha. Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas ao lado da esposa, Lucy Barreto, e ajudou na realização de clássicos como Como Era Gostoso o Meu Francês (1971), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, Bye Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues, e Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos.

