Em defesa da democracia e no combate aos extremismos, lideranças de cerca de 30 países que se reuniram hoje na sede da ONU, em Nova Iorque, em uma agenda paralela à Assembleia Geral das Nações Unidas.
Brasil, Chile, Espanha, Colômbia e Uruguai estiveram na mesa principal. Esse foi o segundo encontro do Grupo sobre a Democracia, depois da primeira reunião no Chile, em julho deste ano.
Três pontos seguem sendo considerados urgentes: defender a democracia e o multilateralismo; regular o ambiente digital e combater a desinformação; e enfrentar as desigualdades sociais.
O presidente Lula afirmou que os líderes progressistas precisam fortalecer as organizações populares e que atender às demandas sociais é a melhor forma de defender a democracia. Ele também destacou a necessidade de uma autoavaliação do próprio grupo.
O presidente chileno, Gabriel Boric, defendeu a democracia como um compromisso da América Latina, que historicamente enfrentou governos autoritários.
O encontro também teve críticas duras ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, alertou para a necessidade de observar como a população norte-americana vai responder aos movimentos autoritários crescentes de Trump.
Encerrando a agenda oficial em Nova Iorque, o tema seguinte foi a crise climática. Na sessão de abertura de uma cúpula sobre o assunto, Lula cobrou os países que ainda não apresentaram as metas de redução de emissões de gases causadores das mudanças do clima.
Todos os signatários do Acordo de Paris devem estabelecer novos compromissos para 2035. Segundo o presidente brasileiro, um eventual fracasso da COP30, em Belém, pode representar uma vitória do negacionismo.
Ontem, o Brasil já havia anunciado U$ 1 bilhão em um novo fundo para a conservação das florestas tropicais.
Após o encontro, o presidente Lula se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Lula reafirmou a necessidade de intensificar o diálogo direto, com maior participação da ONU, e defendeu que a negociação de um cessar-fogo com a Rússia seja o primeiro passo.
Segundo o Itamaraty, Zelensky agradeceu os esforços do Brasil e lembrou da criação, junto com a China, do grupo de “Amigos da Paz”. Lula reforçou a disposição em buscar uma resolução pacífica para o conflito.
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