Uma carta assinada por mais de 60 organizações não governamentais de 25 países pede o monitoramento internacional das eleições no Brasil. O documento, articulado pela organização brasileira Ctrl+Z, aponta possível interferência de grandes empresas de tecnologia no processo eleitoral e pede providências para garantir transparência na atuação dessas plataformas.
Na carta, mais de 60 entidades da sociedade civil denunciam a interferência das big techs nas eleições. Segundo o documento, as grandes empresas Meta, Google, TikTok, OpenAI, Kwai e X estão violando as regras eleitorais brasileiras.
A carta aberta foi criada pela ONG Ctrl+Z e já conta com a adesão do Greenpeace International, Oxfam Brasil e outras. O documento pede à Justiça Eleitoral o fim da moderação arbitrária de conteúdo e o combate à interferência estrangeira em anúncios pagos, além de exigir o uso das ferramentas de fiscalização e punição previstas na lei eleitoral.
A carta também solicita que diversos órgãos das Nações Unidas e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos façam o monitoramento e acompanhamento das eleições no Brasil e que exijam das big techs posicionamentos diretos sobre suas ações no processo eleitoral brasileiro.
Segundo o documento, o que está em jogo não é apenas o resultado de uma eleição, mas um exemplo para todas as democracias que enfrentam a mesma combinação de plataformas e alerta para que autoridades atuem antes que seja tarde demais.
Nesta semana, também, cerca de 50 entidades ligadas à ciência e universidades do Brasil escreveram outra carta aberta endereçada ao TSE em defesa da integridade e do equilíbrio das eleições de 2026. Segundo a carta, o tribunal já começou a tomar decisões que alteram as condições da disputa e que o objetivo é impedir que a Justiça Eleitoral seja usada para silenciar eleitores.
Compartilhar:
