Enquanto líderes de países ricos discutem medidas para conter a alta do preço do petróleo, as Nações Unidas alertam para a crise de refugiados que os ataques israelenses vêm provocando no Líbano. Autoridades libanesas já contabilizam 600 mortos. Nesta quarta-feira (11), veículos blindados israelenses se posicionaram próximo à fronteira do país com o Líbano.
O subsecretário da ONU para assuntos humanitários, Tom Fletcher, disse que a situação é preocupante e que o número de desabrigados aumenta a cada dia.
Nesta quarta-feira, católicos libaneses da cidade de Qlayaa se despediram do padre Pierre Al-Rahi, morto por um bombardeio israelense no começo da semana. "Ele era um pai para todos do vilarejo, todos contávamos com ele porque era uma pessoa muito corajosa e forte", lamentou um morador.
Em outro front da guerra, os Estados Unidos alegam já ter atingido 5.500 alvos iranianos, incluindo 60 navios. Em Israel, essas imagens mostram um míssil iraniano que atingiu o centro do país.
Os efeitos da guerra já afetam mesmo países que não estão envolvidos. Na Índia um grupo de mulheres ligadas à oposição organizou um protesto contra o aumento de até 25% do preço do gás de cozinha, impactado pelo conflito. Com medo de faltar gás depois do fechamento do Estreito de Ormuz, parte da população estocou o produto. A Índia é o 2º maior importador de gás e o governo determinou que as refinarias maximizassem a produção.
Compartilhar:
