A operação mais letal da história do Rio de Janeiro reforçou a necessidade de aprovação de algumas medidas legislativas. Entre elas estão o projeto antifacção e a PEC da Segurança Pública.
A operação no Rio de Janeiro deve repercutir bastante na pauta do Congresso. Uma das propostas que já tramitam aqui na Câmara é a PEC da Segurança Pública. Ela foi enviada pelo governo federal em abril deste ano e aguarda votação na comissão especial criada para analisar essa matéria.
O deputado Mendonça Filho, do União Brasil de Pernambuco, que é relator dessa proposta, afirmou que, depois da operação de ontem (28), deve acelerar a tramitação para votar a matéria na comissão ainda em novembro. Depois, ela vai seguir para o plenário da Câmara e, em seguida, para análise do Senado Federal.
Essa proposta dá mais poderes à União para coordenar ações de segurança em parceria com os estados. Segundo o relator, ela também vai melhorar a integração entre as polícias e o compartilhamento de dados e inteligência.
Ao longo das discussões sobre essa PEC, alguns governadores, entre eles o do Rio de Janeiro, se posicionaram contra a proposta. Cláudio Castro chegou a defender mais autonomia para os estados combaterem o crime organizado e terem leis próprias de segurança.
Outro projeto que deve repercutir bastante na pauta do Congresso, mas que ainda será enviado pelo Executivo para o Poder Legislativo, é o PL antifacção. Ele foi anunciado pelo Ministério da Justiça com o objetivo de endurecer as penas contra o crime organizado.
Outra repercussão da operação no Rio de Janeiro veio do Senado. O presidente Davi Alcolumbre anunciou uma CPI para investigar o crime organizado. O objetivo é apurar a estrutura, a expansão e o funcionamento de milícias e facções criminosas.
Compartilhar:

