Uma solução diplomática para a guerra no Oriente Médio parece cada vez mais distante. Nesta quinta-feira (5) a Otan acusou o Irã de lançar um míssil balístico contra a Turquia, país que faz parte da aliança militar. O temor é de o risco se espalhar para além da região. Já a Rússia acusou Estados Unidos e Israel de tentarem arrastar países árabes para um conflito mais amplo no Oriente Médio.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, confirmou que sistemas de defesa da aliança interceptaram um míssil balístico iraniano nos céus da Turquia. Rutte chamou o incidente, que ocorreu ontem, de "sério" e disse que a interceptação mostra que a Otan está vigilante. O Irã negou ter lançado mísseis em direção à Turquia e disse respeitar a soberania do país vizinho, que já conversas entre Washington e Teerã.
A Rússia, por sua vez, acusou os Estados Unidos e Israel de tentarem arrastar países árabes para um conflito mais amplo no Oriente Médio, provocando o Irã a atacar alvos em toda a região.
Mais países europeu enviam tropas à região
Em mais uma movimentação dos países europeus no Oriente Médio, a Espanha anunciou que vai enviar um navio de guerra para a costa do Chipre, ilha no extremo leste do mar Mediterrâneo que foi alvo de ataques de drones nos últimos dias.
A França, que já havia anunciado o envio de um porta-aviões nuclear para a região, permitiu que o Exército dos Estados Unidos utilize suas bases militares na guerra contra o Irã. E a Itália afirmou que planeja enviar ajuda antiaérea aos países do Golfo.
Nessa quarta-feira (4) o Congresso dos Estados Unidos rejeitou limitar os poderes de guerra de Donald Trump, o que reduziria a capacidade do presidente dos Estados Unidos de ordenar novas ações militares no Irã. Uma votação sobre a mesma questão está prevista para acontecer nesta quinta-feira (5) na Câmara dos Deputados. Oficialmente, o Congresso é o único capaz de frear poderes de Trump para declarar guerra a outro país.
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