Completa a programação a coletiva do Prêmio PIPA 2026 , com trabalhos de Amador e Jr. Segurança Patrimonial Ltda./Belo e Bizarro, Coletivo Themônias da Amazônia e Jane Bastita, selecionados pelo Conselho do Prêmio. A iniciativa aproxima produções das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, estabelecendo um panorama plural da arte contemporânea brasileira e de suas relações com as questões do presente.
Em “Mostra sua cara” , Claudia Hersz, com curadoria de Fernanda Lopes, lança um novo olhar sobre imagens familiares do Brasil e atribui outros sentidos às representações do país. A cartografia, recorrente em sua produção, deixa de apenas localizar o território e passa a ser matéria de transformação. A série “Covidianas”, por exemplo, nasceu durante a pandemia, a partir das marcas deixadas pelo álcool 70 em notas fiscais de produtos recebidos por delivery.
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“Matagal”, de Louise Ganz, tem curadoria de Marisa Flórido e apresenta pinturas inspiradas no chão da Serra do Espinhaço, observado pela artista em diferentes escalas e pontos de vista. Campos rupestres, cangas e matas ciliares percorridos durante suas caminhadas aparecem ao lado de imagens de satélite e plataformas de geoinformação. A própria terra recolhida nesses percursos retorna às telas como pigmento, em trabalhos que combinam acrílica, guache e óleo.
No sábado (26/9), das 14h às 19h, o Paço Imperial, unidade especial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), inaugura uma nova programação cultural, com cinco individuais e duas coletivas. A agenda reúne diferentes linguagens e perspectivas da produção contemporânea brasileira, abordando temas como território, tecnologia, memória e as relações entre corpo e espaço.
A retrospectiva “Cosmo Parayzo” marca os dez anos de trajetória da artista Lyz Parayzo e reúne trabalhos de diferentes momentos de sua produção. Entre os destaques estão a série “Amores Roubados”, que aborda as frustrações da artista em relação ao amor, e “Saturn Return”, obra que assume caráter simbólico a partir de seu acabamento dourado. O percurso inclui ainda o vídeo “Cavalo de Troia”, realizado em 2022, no início de sua entrada no circuito profissional.
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A coletiva “O gesto do poder, o poder do gesto” , da Coleção Instituto PIPA, apresenta um recorte da produção contemporânea brasileira voltado às relações entre arte, autoridade, memória e posicionamento. Obras de diferentes linguagens e períodos colocam em discussão estruturas de dominação, episódios da história do país e questões relacionadas à identidade e à democracia.
Já a mostra “Protocolos para o impossível e outras configurações do real” , de Marcela Crosman, aborda como a computação vem transformando nossa maneira de pensar, criar e compreender a realidade. As obras exploram elementos como circuitos, algoritmos e sistemas tecnológicos para refletir sobre as mudanças provocadas pela tecnologia no cotidiano. Entre metais, silício e imagens digitais, a artista investiga novas possibilidades para aquilo que ainda não está definido.
Serviço: Abertura: 26 de setembro Horário: 14h às 19h Visitação: de 26 de setembro a 22 de novembro de 2026 Endereço: Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro, Rio de Janeiro Funcionamento: terça a domingo e feriados, das 12h às 18h Entrada gratuita
“O andar de baixo”, de Érica Magalhães, tem curadoria de Ana Paula Lopes e apresenta dez trabalhos escultóricos que exploram as condições e os limites da arquitetura colonial. Instaladas no pavimento inferior do Paço, as peças estabelecem uma relação corporal com o ambiente e com o percurso do público sobre o chão de lioz. A proposta também aborda as estruturas impostas às mulheres e as possibilidades de transgredi-las.





