O anúncio de novas tarifas amplia os desafios para as exportações brasileiras. Para reduzir os impactos sobre a nossa economia, o governo federal já anunciou medidas de apoio aos setores afetados. Além da liberação de mais de R$ 18 bilhões em crédito, a estratégia inclui a busca por novos mercados para os produtos do Brasil.
As tarifas sobre as exportações brasileiras terão um impacto menor neste ano, já que a busca por novos mercados foi intensificada desde o ano passado, depois da pressão dos Estados Unidos contra a economia brasileira. Segundo a Amcham, Câmara Americana de Comércio para o Brasil, o impacto das tarifas sobre a balança comercial total do país é de cerca de 3%. Já nas exportações específicas para os norte-americanos, o impacto é de 18%.
Ontem (22), o governo anunciou mais de R$ 18 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para os setores afetados, entre eles, agropecuária, pesca, mineração, fertilizantes, indústria química, farmacêutica, têxtil e automotiva, além de materiais eletrônicos.
Em outra frente, a ApexBrasil anunciou para agosto R$ 130 milhões para apoiar a diversificação das exportações. Segundo a agência, das 2,4 mil empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos, mais de 70% passaram a acessar outros mercados desde o ano passado.
Além disso, negociações de livre comércio com Canadá e Emirados Árabes Unidos, por exemplo, estão em estágio avançado. Além da intensificação de parcerias com China, Índia e União Europeia, também faz parte da estratégia a negociação entre Mercosul e Japão e uma ampliação das relações com a Ásia Central e com países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), como Indonésia, Malásia, Tailândia e Vietnã.
Compartilhar:
