Parfor Equidade é destaque em encontro sobre Ciência Indígena
Em evento no CNPq, Denise Pires de Carvalho, presidente da Fundação, destacou as mais de duas mil vagas para indígenas Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
21/03/2024 10h54
Imagem: Evento no CNPq (Naiara Demarco - CGCOM/CAPES)
A CAPES destacou nesta quarta-feira, 20 de março, a quantidade de vagas destinadas a estudantes em cursos de Licenciatura Intercultural Indígena pelo Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica (Parfor Equidade). Quase um terço do total será para essa ação. Denise Pires de Carvalho, presidente da Fundação, afirmou durante o I Encontro Internacional em Ciência Indígena e Justiça Climática, que “são mais de duas mil vagas especificamente para estudantes na temática da educação indígena”.
O evento foi organizado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em sua sede, em Brasília. Denise foi uma das integrantes da mesa de abertura do Encontro. Nada menos que 2.412 das 7.642 vagas abertas serão para 39 cursos de Licenciatura Intercultural Indígena. A gestora ainda ressaltou que há, no momento, 73 bolsistas da CAPES autodeclarados indígenas estudando no exterior, e que mais virão com o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, cujo edital para ações fora do País teve o resultado publicado recentemente.
A entrada de mais indígenas nas universidades brasileiras e no Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) como um todo servirá como uma via de mão dupla, em que os alunos terão acesso à produção acadêmica, mas poderão ensinar os conhecimentos tradicionais. Esse ponto foi enfatizado por Olival Freire Júnior, presidente substituto do CNPq. Em suas palavras: “ciência mais diversa é ciência com mais qualidade. A identidade da nação brasileira está em construção e tem que olhar para sua diversidade”.
Imagem: Evento no CNPq (Naiara Demarco - CGCOM/CAPES)
Referência internacional na defesa dos povos originários e da Floresta Amazônica, o cacique Raoni discursou pelos conhecimentos do povo caiapó, etnia a qual pertence, e demais indígenas. Citou o calor excessivo vivenciado nos dois hemisférios do planeta como consequência das mudanças climáticas e pontuou: “Os garimpeiros e madeireiros não podem continuar matando indígenas. Se continuarem com esse desmatamento, essa degradação, podem acontecer muitas coisas ruins para todos nós”.
Outra ativista que ganhou notoriedade no exterior e esteve presente no evento foi Txai Suruí, indígena de Rondônia e única brasileira a discursar na abertura da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), realizada em Glasgow, na Escócia, em 2021. Em sua fala, defendeu um modo de vida sustentável, ao afirmar ser necessário “mostrar que existem outros caminhos, outras formas de ser e estar neste mundo”, e complementou: “os estudantes indígenas podem transformar a academia”.
Sobre o Programa
O Parfor Equidade é uma ação da CAPES em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi / MEC). Os cursos são oferecidos pelas instituições de ensino superior federais ou comunitárias, com Índice Geral de Cursos igual ou superior a 3, e as estaduais e municipais como autorização para funcionamento. Todas devem ter experiência na área.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC). (Brasília – Redação CGCOM/CAPES)
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Categoria Educação e Pesquisa
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