O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do julgamento que vai decidir como será a eleição para o próximo governador do Rio de Janeiro. A análise desse processo começou na quarta-feira (8).
O ministro Dino pediu vista quando o placar estava em 1 a 1 pela realização de eleições indiretas. Mas, apesar do pedido, os ministros André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia pediram para adiantar os votos, e os três votaram pela eleição indireta ao governo do Rio, feita pela Assembleia Legislativa estadual (Alerj). Com isso, o placar fechou em 4 a 1 pelas eleições indiretas.
Os trabalhos no STF foram encerrados e o assunto só deverá voltar à pauta na semana que vem, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) liberar o acórdão dos votos que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade.
Ainda faltam votar 5 ministros, já que o STF está com 10 ministros, um a menos que o normal.
Enquanto isso, continua no cargo de governador interino do Rio de Janeiro o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, que assumiu com a renúncia de Castro.
Se a decisão do STF for pela eleição indireta, caberá aos 70 deputados da Alerj escolher quem vai ocupar o Palácio Guanabara. Mas, se a decisão for por eleições diretas, o Supremo terá que definir como isto ocorrerá, pois a data mais próxima é 21 de junho, dentro de apenas dois meses praticamente.
Existem outras opções na mesa, até mesmo o prolongamento do mandato do presidente do TJ até as eleições, mas tudo isso ainda vai ser definido.
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