Para marcar os seis anos do Massacre de Paraisópolis, quando nove jovens morreram após uma ação da Polícia Militar em um baile funk de São Paulo, pesquisadores e familiares das vítimas lançaram na terça-feira (02) um estudo sobre os motivos que podem ter levado a tragédia.
A festa reunia cerca de 5 mil pessoas entre as ruas da comunidade. Segundo testemunhas, a atuação da PM provocou correria e uma emboscada para os jovens, dos quais nove morreram asfixiados.
A Polícia Militar diz que entrou na comunidade em perseguição e que os tiros assustaram os jovens que correram e morreram pisoteados.
As versões oficiais são confrontadas em dois relatórios apresentados pelo Centro de Antropologia e Arqueologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os trabalhos serão encaminhados à Defensoria Pública.
Maria Cristina Quirino perdeu o filho Denys, de 16 anos, no massacre de dezembro de 2019:
"Meu filho era a alegria da minha vida. Era o filho caçula, um jovem que estava sonhando com a maioridade, com conquistas. Carinhoso, que todo dia falava que me amava."
A Justiça ainda vai decidir se os PMs acusados da morte de Denys e das outras vítimas vão à júri popular.
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