A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º), uma operação para investigar um suposto esquema de venda de sentenças judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão. Os agentes federais cumprem 25 mandados de busca e apreensão.
As diligências e investigações apontam para um possível esquema de direcionamento de decisões e, também, de distribuição e celeridade seletiva em alguns dos processos. O suposto esquema contaria com a atuação de servidores do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, que tinham a missão de beneficiar uma das partes envolvidas em litígio com a obtenção de vantagem indevida.
Ao todo, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e de apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal de Justiça. Entre os investigados estão juízes, advogados, assessores e um desembargador. A investigação da PF alcança gabinetes, escritórios de advocacia e pessoas jurídicas nos municípios de São Luís, Arari, Balsas, Bacabal e Guimarães. E também em Fortaleza, São Paulo e em Lagoa Seca, na Paraíba.
Durante as buscas realizadas no dia de hoje, foi preso o principal suspeito e, também, cinco servidores foram afastados e proibidos de terem qualquer contato com os investigados e com o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Também foi realizada a autorização do sequestro e bloqueio de bens dos envolvidos no valor de R$ 50 milhões. Em nota, o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão afirmou que está colaborando com as investigações e que, também, editou um ato de afastamento de um desembargador e efetivou a exoneração de quatro servidores comissionados a pedido do STJ.
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