A Polícia Federal enviou um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) informando que ainda não recebeu as imagens das câmeras corporais de policiais militares que participaram da Operação Contenção, realizada no ano passado no Rio de Janeiro. A ação deixou 122 mortos e é considerada a mais letal da história.
A determinação para o fornecimento das imagens foi do ministro Alexandre de Moraes, do STF, em fevereiro deste ano. A medida foi adotada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 635, conhecida como ADPF das Favelas, após requerimento do Ministério Público Federal e de entidades de direitos humanos.
No ofício, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que não recebeu as imagens das câmeras corporais da Polícia Militar e pediu mais prazo para análise do material fornecido pela Polícia Civil. Segundo ele, apenas esse material soma 400 horas de gravação e requer cerca de três meses para análise.
De acordo com relatório da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, houve grave violação de direitos humanos na Operação Contenção, com indícios de execuções e tortura.
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