A visita ao Maracanã integra a série de agendas técnicas coordenadas pelo Ministério do Esporte nas cidades-sede da Copa do Mundo Feminina FIFA 2027. Até o momento, as visitas já ocorreram em Porto Alegre, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro. As próximas agendas estão previstas para Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza e Brasília.
Para a secretária Juliana Agatte, o momento simboliza um marco histórico para o esporte e para as mulheres brasileiras.
Marisa também celebrou a homenagem e o trabalho desenvolvido pelo Ministério do Esporte às vésperas do Mundial de 2027. “Vocês não sabem a importância que esse reconhecimento significa para a nossa vida. Nos sentimos muito honradas e muito gratas”, afirmou.
“Quando voltamos da China, em 1988, sabíamos que tínhamos a melhor seleção brasileira da história em termos de técnica, mas faltava investimento e apoio”, relembrou.
Durante a agenda técnica no estádio carioca, as ex-atletas voltaram ao gramado, brincaram com a bola, relembraram gols históricos e celebraram o reconhecimento às mulheres que abriram caminho para o futebol feminino brasileiro.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
“É uma honra para o Governo do Brasil sediar a primeira Copa do Mundo Feminina da América do Sul e da América Latina. Esse reconhecimento às pioneiras é uma reparação histórica. Vocês abriram caminhos para muitas mulheres que vieram depois e seguem inspirando meninas dentro e fora do esporte”, afirmou Agatte.
O Maracanã recebeu nesta quarta-feira (6) uma visita marcada por emoção, memória e reconhecimento histórico. A comitiva liderada pela secretária extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, Juliana Agatte, encontrou nove pioneiras da primeira geração da Seleção Brasileira Feminina, que disputaram o Torneio Experimental da FIFA, na China, em 1988, e a primeira Copa do Mundo Feminina da história, em 1991.
Participaram da visita Elane (Elane dos Santos Rego), Fanta (Rosilene Camargo Motta), Marisa (Marisa Pires Nogueira), Pelé (Marilza Martins da Silva), Sandra (Sandra Cristina Paiva Duarte), Cebola (Lucilene de Souza Marinho), Russa (Márcia Matos Calaça), Michael Jackson (Mariléia dos Santos) e Fia (Maria Lúcia da Silva Lima).
Já Cebola, reconhecida pela FIFA como a primeira artilheira do futebol feminino brasileiro em competições internacionais, celebrou a homenagem prevista na Lei Geral da Copa. “Estou muito feliz, mas fiz tanta promessa que vou ter que dar metade do valor para os santos”, brincou.
Autora do primeiro gol do Brasil em uma Copa do Mundo Feminina, na edição de 1991, na China, Elane destacou a emoção do reconhecimento após décadas de dedicação ao esporte.
“Esperamos 38 anos por esse reconhecimento. Somos uma geração que saiu do Brasil em 1988 para mostrar ao mundo que o país tinha mulheres que jogavam futebol. Sempre fomos uma torcendo pela outra”, disse.
Hoje assessora da Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo Feminina 2027 do Ministério do Esporte, Mariléia dos Santos, a Michael Jackson falou sobre o orgulho de representar uma geração que ajudou a colocar o futebol feminino brasileiro no mapa mundial.
A Copa do Mundo Feminina FIFA 2027 será realizada entre junho e julho de 2027 e marcará a primeira edição do torneio na América do Sul.
A Lei Geral da Copa 2027, aprovada pela Câmara dos Deputados prevê o reconhecimento das jogadoras que participaram do torneio experimental de 1988 e da primeira Copa do Mundo Feminina, em 1991, como forma de reparação histórica às pioneiras do futebol feminino brasileiro.
Dos gramados à gestão
A secretária também destacou que a Copa do Mundo Feminina FIFA 2027 será uma plataforma de transformação social. “Queremos deixar legados sociais e esportivos. O futebol também é espaço de proteção, saúde, autonomia e fortalecimento da voz das mulheres”, completou.





