As jogadoras da primeira seleção brasileira de futebol feminino, que disputou o torneio internacional na China em 1988, seguem em atividade em diferentes áreas e mantêm vínculo com o esporte.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
Nos Estados Unidos, Sissi trabalha na formação de jovens atletas. “Trabalhamos para formar não apenas atletas, mas cidadãs”, explica.
Mariléia dos Santos, conhecida como Michael Jackson, hoje é assessora da Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo Feminina de 2027 do Ministério do Esporte. “A gente sabia que precisava existir para que outras pudessem existir depois”, diz.
A geração que ajudou a estruturar a seleção feminina no Brasil segue presente no desenvolvimento do esporte, seja na formação de atletas, em projetos sociais ou em outras atividades profissionais.
Marisa Pires Nogueira atua como treinadora em projeto social no Rio de Janeiro. “O projeto forma meninas fortes, conscientes do seu valor, dentro e fora do campo”, diz.
Márcia Honório da Silva segue no futsal, com foco no treinamento. “Faço questão de oferecer aos meus alunos a estrutura que não tivemos”, afirma.
Referência na abertura de espaço para a modalidade no Brasil, elas acompanham a evolução do futebol feminino e projetam o impacto da Copa do Mundo de 2027, que será realizada no país. Parte dessa geração já não está mais presente, como duas das goleiras da equipe, Lica e Simone, que faleceram nos últimos anos.
As trajetórias também incluem atuação em outras áreas. Márcia Matos Calaça trabalha como gari em companhia de limpeza urbana e destaca a continuidade do vínculo com o esporte. “Acredito no nosso potencial”, afirma.
A lateral Suzana Cavalheiro atua há mais de duas décadas com formação esportiva em São Paulo. “Vejo muitas possibilidades, mas em locais mais afastados, fora do eixo Rio – São Paulo, ainda há dificuldades de acesso ao esporte”, afirma.
Elane dos Santos Rego é motorista de ônibus no Rio de Janeiro e aponta o momento atual como oportunidade para ampliar o reconhecimento da modalidade. “É uma oportunidade de mostrar que o futebol feminino é uma realidade”, diz.
Para as pioneiras, o futebol feminino no Brasil avançou em visibilidade, estrutura e profissionalização. A Copa do Mundo de 2027 é vista como marco para ampliar o acesso ao esporte, fortalecer a base e consolidar a modalidade no país.


