A polícia do Piauí revelou hoje (5) uma operação contra um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. A facção paulista teria expandido a atuação para o setor de combustíveis em vários estados do Norte e do Nordeste. A ação identificou movimentações financeiras que chegam a R$ 5 bilhões. A reportagem é da TV Antares, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública.
As investigações iniciaram há dois anos, logo após a venda da rede de postos HD a uma empresa criada seis dias antes da assinatura dos contratos. Foram encontrados indícios de que a compradora funcionava como uma empresa de fachada e que estaria ligada a holdings vinculadas ao PCC.
Foram 49 postos interditados no Piauí, 30 somente na capital, Teresina. De acordo com as investigações, o esquema criminoso chegou a acumular um montante de R$ 5 bilhões. O inquérito identificou ainda cerca de 70 CNPJs relacionados direta ou indiretamente às empresas envolvidas. Além disso, foi constatado que mais de 500 notas fiscais foram emitidas por distribuidoras vinculadas ao PCC.
Durante as diligências, a Polícia Civil fechou um centro de distribuição de combustíveis adulterados, que teria como objetivo abastecer postos em todo o Piauí. Foram apreendidas quatro aeronaves, além de veículos e itens de luxo, que, juntos, valem milhões de reais.
As equipes verificaram que os investigados poderão responder por lavagem de dinheiro, fraudes fiscais e emissão de notas frias, adulteração de combustíveis e associação criminosa e integração com o PCC. Até o momento, ninguém foi preso.
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