No Rio de Janeiro, um pastor foi preso em uma operação policial que busca desarticular uma quadrilha acusada de extorquir empresas do setor de transporte de combustíveis. A organização criminosa atuava na área industrial da refinaria de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O grupo era liderado por Joab da Conceição Silva, chefe do Comando Vermelho na região, e por um pastor que se apresentava como líder religioso e comunitário.
Até o momento, três pessoas foram presas. A investigação aponta que as empresas eram obrigadas a pagar mensalidades ao tráfico, sob ameaça de incêndio de caminhões, agressões a funcionários e até interrupção das atividades.
O pastor funcionava como intermediário do tráfico. Ele ia pessoalmente às empresas para impor regras e extorquir empresários, que também eram obrigados a contratar pessoas ligadas aos criminosos. Um exemplo foi a contratação da companheira de Joab pouco antes do ataque a uma delegacia em Duque de Caxias, em fevereiro, quando o prédio foi metralhado. Sindicatos e associações de fachada também eram usados para pressionar as empresas.
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