Os reflexos da guerra no Oriente Médio também são sentidos na economia. A incerteza em torno do conflito tem impactado o mercado internacional de energia e provocado oscilações no preço do petróleo.
Quando o combustível fica mais caro, o efeito se espalha por diversos setores e pode chegar ao bolso dos consumidores. A nova estimativa da inflação para o ano é de IPCA de 5,11% na previsão do mercado financeiro, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (8). Um dos motivos foi o retorno dos ataques no Oriente Médio e a consequente alta no preço do petróleo.
Neste domingo (7), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a OPEP+, aprovou um quarto aumento consecutivo em suas metas de produção de petróleo nos últimos quatro meses. O compromisso é produzir 188 mil barris por dia a partir de julho. Segundo dados da organização, a produção média caiu para 33 milhões de barris por dia em abril, ante 42 milhões registrados em fevereiro, o que tem deixado clientes na mão. Com a crise, o Brasil se tornou alternativa no fornecimento de petróleo para o mercado internacional. Extraído na costa atlântica, o petróleo brasileiro evita as rotas de navegação ameaçadas do Oriente Médio.
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