Programação abrange discussões sobre cooperação internacional, valorização dos profissionais da educação, direitos humanos e ensino médio
A presidenta da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Márcia Angela Aguiar, a diretora de Planejamento e Administração (Diplad), Aida Monteiro, a diretora de Formação Profissional e Inovação (Difor), Ana Abranches, e a Diretora de Pesquisas Sociais (Dipes), Luciana Rosa Marques, participaram, nesta segunda-feira (15), de mesas e debates do segundo dia do XXXII Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação, promovido pela Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE), em Salvador (BA).
O evento segue até o dia 18 de junho, reunindo pesquisadores, pesquisadoras e gestores para discutir os rumos da educação brasileira. As mesas estão sendo transmitidas pelo canal da ANPAE no YouTube.
Pela manhã, Márcia Angela integrou a mesa “Internacionalização: Brics e Educação”, ao lado de Dalila Andrade de Oliveira, diretora do CNPq, Geovana Mendes Lunardi, presidenta da World Education Research Association ( Wera), e Janete Maria Lins de Azevedo, da UFPE. A presidenta da Fundaj defendeu a necessidade de transformar acordos internacionais em ações concretas para a educação. “É preciso pensar em como os países podem transformar os compromissos assumidos em políticas públicas efetivas capazes de reduzir as desigualdades educacionais”, afirmou.
Ainda durante o simpósio, Márcia Angela participou da mesa-redonda “PNE, Formação e Valorização dos/as profissionais da educação: desafios e perspectivas”. Em sua fala, abordou os desafios enfrentados pela educação pública e destacou a importância da mobilização das entidades educacionais. “Hoje, mais do que nunca, é preciso ocupar os espaços”, ressaltou a presidenta.
Representando a Fundaj em outra mesa da programação, Aida Monteiro participou do debate “PNE, educação, direitos humanos, diversidade e inclusão social: contextos e perspectivas”. A professora destacou a relação entre cidadania, direitos humanos e participação social. “A cidadania expressa o conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo do seu povo”, afirmou.
Encerrando a programação do dia, Ana Abranches participou da mesa sobre a Política Nacional do Ensino Médio, apresentando ações da Fundaj voltadas à formação de professores, gestores e estudantes da educação básica. Ao tratar da atuação da instituição, destacou que a Fundaj tem pautado sua trajetória pela “defesa de uma educação democrática, crítica e cidadã”.
A programação contou ainda com a participação de Luciana Rosa Marques em uma mesa dedicada ao debate sobre conservadorismo na educação. A pesquisadora apresentou estudos desenvolvidos pelo Coletivo Redes sobre as relações entre políticas educacionais, neoliberalismo e gestão pública. Segundo Luciana, as pesquisas do grupo buscam compreender “como a qualidade vem sendo entendida nessa perspectiva conservadora e articulada com o neoliberalismo e a nova gestão pública”.
Cadernos
A presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar, também participou do lançamento dos Cadernos Brasileiros de Educação Popular. Produzidas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, do Ministério da Educação do Ministério da Educação (Secadi/MEC), as publicações reúnem experiências, pesquisas e práticas associadas às ações da Secadi. A ideia é, por meio dos Cadernos, dar a devida visibilidade aos diversos saberes e espaços populares que integram o contexto educacional popular no país, com foco na perspectiva de produção de conhecimento por parte de indígenas, quilombolas, pessoas LGBTQIAPN+, periféricas e outros grupos abarcados pela política da Secretaria.


