A CPMI do INSS aprovou convites para ouvir o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto. Nesta quinta-feira (19), os parlamentares ouviram o presidente do banco C6 Bank, Arthur Azevedo.
O C6 Bank é acusado de firmar contratos de empréstimos consignados com inclusão de produtos adicionais sem autorização dos clientes, prática conhecida como venda casada. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu esses empréstimos e apontou à CPMI a existência de pelo menos 324 mil contratos nessas condições, com cobrança associada a clubes de benefícios. O banco firmou compromisso para devolver os valores.
No depoimento, Arthur Azevedo afirmou que a instituição seguiu as normas e recorreu à justiça para retomar as operações. Segundo ele, entre 2022 e 2025 o banco ofertou produtos adicionais, mas a adesão era opcional, sem venda casada e sem desconto direto no benefício do INSS, com pagamentos realizados à vista pelos clientes.
O depoimento pode ser um dos últimos da comissão. O senador Carlos Viana, presidente da CPMI, indicou que o relatório final deve ser votado na próxima quinta-feira (26), poucos dias antes do encerramento dos trabalhos, previsto para o dia 28.
A expectativa é ouvir ainda Gabriel Galípolo e Roberto Campos Neto sobre a liquidação do Banco Master. Viana também busca a prorrogação dos trabalhos da CPMI e aguarda decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
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