A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favorável à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro está internado em Brasília, desde o dia 13 de março. A análise da PGR foi mediante o pedido de parecer feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. A defesa do ex-presidente alega que o quadro de saúde dele é “de risco progressivo na ausência de vigilância contínua”.
Em seu parecer, o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, recomenda a flexibilização do atual regime do ex-presidente para a prisão domiciliar humanitária. Segundo Gonet, “está demonstrado que o estado de saúde de Jair Bolsonaro demanda atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o ambiente prisional, está apto para propiciar”. Ele também afirma que é dever do poder público garantir a integridade física e moral do custodiado.
Agora a palavra final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que vai decidir se aceita esse pedido da defesa e acata a recomendação da PGR. Desde 15 de janeiro deste ano, Jair Bolsonaro cumpre, na Papudinha, a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por ter sido condenado pela tentativa de golpe de estado, entre outros crimes. E em 13 de março ele foi internado em um hospital, em Brasília, depois de ter passado mal na cela. Desde então, ele segue em tratamento contra uma pneumonia grave.
De acordo com o último boletim médico, divulgado agora no final da manhã desta segunda-feira (23), Bolsonaro apresentou melhoras e deve deixar a UTI nas próximas 24 horas.
Bolsonaro já esteve antes em prisão domiciliar, antes mesmo da sentença. Naquela ocasião, em novembro do ano passado, Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para o regime fechado depois de ele tentar romper a tornozeleira eletrônica e também devido aos indícios de tentativa de fuga.
Compartilhar:
