Um mercado bilionário que movimentou R$ 37 bilhões no ano passado. Cerca de 25 milhões de brasileiros fizeram ao menos uma aposta em 2025. O crescimento acelerado acendeu um alerta para o aumento dos casos de vício em jogos. A partir de 17 de julho, toda propaganda de apostas esportivas deverá destinar pelo menos 10% do espaço a alertas como: "Apostar faz você perder dinheiro" ou "Pode causar dependência". Para especialistas, limitar a publicidade é essencial, já que o marketing pode estimular pessoas mais vulneráveis.
“Ele usa vários estímulos, como, por exemplo, números, que é o caso, eh, das bets, cores, né? Sons, ali que podem muitas vezes, como é que eu falaria, seduzir a pessoa que tem um determinado vício. Então isso já vem de algum tempo”, destaca a psicóloga Juliana Gebrim.
Comentaristas e analistas também estarão proibidos de usar a autoridade técnica para indicar apostas específicas. A medida busca desfazer a ilusão de que o conhecimento do esporte é suficiente para garantir ganhos. A preocupação com os impactos sociais é tão grande que o governo bloqueou o acesso às plataformas para 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC, em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Empresas que desrespeitarem as regras, como anunciar para crianças ou associar o jogo ao sucesso pessoal, podem ser multadas em até 20% do faturamento.Identificar o problema cedo é a melhor forma de evitar que o jogo comprometa a vida financeira e familiar. Entre os sinais de alerta estão o aumento da frequência das apostas e do tempo gasto nas plataformas. Com as novas regras, o Brasil tenta conciliar a exploração do setor com a proteção das pessoas mais vulneráveis.
“E a gente sabe que dinheiro não aguenta desaforo, né? Você tratar de uma forma emocional a questão financeira, isso é um caminho pro fracasso e um caminho para o vício”, afirma a psicóloga.
A cidade do Rio de Janeiro proibiu e já está retirando de espaços públicos a propaganda de plataformas de apostas, as bets.
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