O governo federal anunciou, na terça-feira (30), o início da retirada gradual dos subsídios criados para conter a alta dos combustíveis. A primeira medida é o fim do custeio de 35 centavos por litro do diesel, que deixa de valer nesta quarta-feira (1º).
O custeio de R$ 0,35 por litro do diesel, referentes aos impostos federais PIS e Cofins, adotado pelo governo federal desde março para conter a alta dos combustíveis, deixa de ser feito hoje. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
As demais medidas do governo federal em vigor serão avaliadas. E incluem os subsídios de R$ 1,12 por litro do diesel nacional; R$ 11 no botijão de gás e as desonerações de tributos federais sobre o biodiesel e querosene de aviação. O subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina deve ser retirado, ao menos parcialmente, nos próximos dias.
A Agência Nacional do Petróleo vai monitorar os repasses ao consumidor para evitar abusos.
Segundo o Ministério da Fazenda, a retirada do subsídio só foi possível graças ao alívio das tensões entre Estados Unidos e Irã. Com isso, o barril do petróleo do tipo Brent voltou a ser negociado perto de US$ 70 dólares, nível semelhante ao de antes do conflito.
Para economistas, no atual cenário, o preço dos combustíveis no mercado internacional tende a cair. E assim o consumidor não deve sentir o impacto do fim do subsídio.
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