Encontro com escolas penais de todo o país marca início das ações formativas voltadas a 138 unidades estratégicas
Brasília/DF, 30/06/2026 - A Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), por meio da Escola Nacional de Serviços Penais (ESPEN), reuniu, no dia 19 de junho, representantes das Escolas e Academias de Serviços Penais de todo o país para apresentar as estratégias de capacitação que integrarão o Programa Segurança Máxima (PSM), iniciativa vinculada ao Programa Brasil contra o Crime Organizado
O encontro marcou o início da mobilização nacional da Rede de Escolas de Serviços Penais (RESPEN) para apoiar a qualificação dos profissionais que atuam nas 138 unidades prisionais estratégicas identificadas pelo programa. Essas unidades concentram aproximadamente 20% da população prisional brasileira e reúnem cerca de 22.190 servidores, dos quais mais de 16 mil atuam diretamente nas atividades de segurança e custódia.
Durante a reunião, a diretora da Escola Nacional de Serviços Penais (ESPEN), Stephane Silva de Araújo, destacou que o fortalecimento da segurança prisional depende não apenas da modernização tecnológica e da ampliação das capacidades de inteligência, mas também da valorização e do desenvolvimento contínuo dos servidores.
“É impossível pensar no enfretamento da criminalidade organizada sem olhar para o principal ativo do sistema prisional: os servidores. O Programa Segurança Máxima reconhece que equipamentos são fundamentais, mas são as pessoas que transformam a realidade das unidades prisionais”, destacou.
O Programa Segurança Máxima está estruturado em três eixos complementares: inteligência penitenciária, com ampliação da infraestrutura tecnológica e de monitoramento; segurança penitenciária, com modernização de equipamentos e procedimentos operacionais; capacitação, voltada à formação e ao aperfeiçoamento contínuo dos profissionais que atuam nas unidades estratégicas.
No eixo de capacitação, a ESPEN apresentou a proposta de um plano nacional que prevê a realização de diagnóstico institucional, cursos de formação para gestores, trilhas de aprendizagem voltadas aos servidores operacionais e a criação de uma ampla estratégia de formação de instrutores, em parceria com as escolas estaduais.
Entre as ações anunciadas, destacam-se a oferta de um curso síncrono de 80 horas para os gestores das 138 unidades estratégicas e o desenvolvimento de uma trilha formativa de 200 horas voltadas aos servidores que atuam nessas unidades.
RESPEN como protagonista da transformação
A reunião reforçou o papel estratégico da Rede de Escolas de Serviços Penais na implementação do programa. As instituições serão responsáveis por apoiar o levantamento de dados das unidades estratégicas, mobilizar servidores para participação nas ações educacionais e colaborar na construção de conteúdos formativos alinhados às realidades regionais.
Também foi anunciada a criação de uma Câmara Técnica Nacional, composta por especialistas indicados pelas escolas e academias estaduais, que contribuirá para a elaboração de matrizes curriculares e para a estruturação da formação de instrutores do Programa Segurança Máxima.
A expectativa é que, até o final de 2027, o programa forme entre 400 e 500 instrutores especializados, capazes de multiplicar conhecimentos e apoiar a implementação de protocolos, procedimentos e boas práticas nas unidades estratégicas de todo o país.
Integração nacional no enfrentamento ao crime organizado
Ao final do encontro, representantes das escolas estaduais destacaram a importância da iniciativa para o fortalecimento da Polícia Penal brasileira e para a consolidação de uma atuação integrada entre União e estados.
A mobilização da RESPEN representa mais um passo na construção de uma política nacional voltada à qualificação profissional, à padronização de procedimentos e ao fortalecimento institucional do sistema penitenciário brasileiro, elementos essenciais para o enfrentamento qualificado da criminalidade organizada e para a promoção de ambientes prisionais mais seguros e eficientes.
Divisão de Comunicação da SENAPPEN
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