A Serrinha do Paranoá, no Distrito Federal, foi retirada do plano de socorro ao Banco de Brasília (BRB). A proibição veio depois de muita polêmica, críticas de ambientalistas e um vaivém entre suspensão e liberação de uso do local no plano de recuperação do BRB. Até a terça-feira (31), a área de preservação ambiental estava entre os terrenos oferecidos pelo Governo do Distrito Federal como garantia para cobrir um rombo no BRB após a compra malsucedida de títulos do Banco Master.
De acordo com a nova decisão do governo do DF, a preservação da área será garantida com a transformação do local em parque ambiental. A Serrinha do Paranoá abriga mais de cem nascentes que são essenciais para abastecer Brasília. A capital depende do Lago Paranoá como fonte de abastecimento e regulador de umidade, fundamental nos meses de seca quando a umidade do ar chega a 10%. A inclusão da área no plano de socorro ao banco enfrentava críticas de ambientalistas e da sociedade, preocupados com o impacto no ecossistema e na segurança hídrica da região.
Com a retirada da Serrinha, outros oito imóveis públicos ainda poderão ser usados para captar recursos para o Banco de Brasília. O rombo do BRB está estimado em R$ 12 bilhões.
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