Além da exibição dos filmes, os adolescentes, que estão em regime de semiliberdade, participaram de uma visita à Cinemateca da Fundaj e de um debate sobre os filmes assistidos
Na manhã desta quinta-feira (7), a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recebeu adolescentes em regime de semiliberdade da Fundação de Atendimento Socioeducativo de Pernambuco (Funase). A ação fez parte do projeto de extensão "Oficinas de Cinema na Funase", desenvolvido pelo curso de Terapia Ocupacional da Universidade de Pernambuco (UPE), em parceria com a Funase e a Secretaria Municipal de Educação, com o apoio do Cinema da Fundação.
Esta primeira edição do projeto teve a participação de onze adolescentes, que prestigiaram a exibição dos filmes “A Menina do Algodão”, “Águas que Arrebentam”, “Vidas Entregues” e “Sua Majestade, o Passinho”. Além da exibição dos filmes e de um debate sobre eles, os jovens participaram de uma visita à Cinemateca da Fundaj e de um debate sobre os filmes assistidos.
Segundo Túlio Rodrigues, da equipe de acessibilidade do Cinema da Fundação, a escolha dos filmes levou em consideração a sugestão dos estudantes e temas contemporâneos. “Fizemos uma curadoria pensando nos gostos deles. E eles gostam de filmes de terror. Tem a ideia também de estabelecer conexão com alguns códigos contemporâneos, passando sobre as chuvas, as relações de trabalho”, comentou.
Segundo Luiza Melo, professora de Terapia Ocupacional da UPE e coordenadora da ação, o objetivo central vai além da simples exibição de filmes: "Estamos na perspectiva de trabalhar o protagonismo juvenil, essa questão da identidade e colocar o cinema audiovisual como uma ferramenta", explicou.
O encontro na Fundaj marcou uma das etapas de todo um cronograma que culminará na produção de um material audiovisual criado pelos próprios adolescentes. Serão realizadas oficinas para estimular a autonomia e o fortalecimento de vínculos por meio da experimentação prática com câmeras e roteiros.
Para Luiza Melo, o caráter experimental é um dos pilares da iniciativa, servindo como uma ferramenta para "potencializar esse processo de identidade grupal, de coletividade". “Embora o tempo de formação técnica seja curto, o foco permanece na expressão subjetiva dos jovens”, comentou.


