Fundaj realiza aula inaugural de três cursos de especialização
Abertura ocorreu no campus Ulysses Pernambucano, no Derby Compartilhe: Compartilhe por Facebook Compartilhe por Twitter Compartilhe por LinkedIn Compartilhe por WhatsApp link para Copiar para área de transferência
Publicado em
02/10/2025 18h27
A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) realizou na segunda-feira, dia 29 de setembro, a aula inaugural dos cursos de especialização lato sensu oferecidos pela Diretoria de Formação Profissional e Inovação (Difor), no campus Ulysses Pernambucano, no Derby. A mesa de abertura contou com a participação da presidenta da Fundação, Márcia Angela Aguiar, que ressaltou a importância da iniciativa para o fortalecimento da educação crítica no País.
“Aqui temos um espaço em que há um diálogo entre o conhecimento, a pesquisa científica e a realidade educacional brasileira. Isso é extremamente importante. Quero parabenizar todos e todas que fazem parte desse processo. É preciso, inclusive, ampliar esses espaços de diálogo para que tenhamos condições intelectuais de nos opor a retrocessos que vimos acontecer no país”, afirmou a presidenta.
Também participaram da mesa a diretora da Difor, Ana Abranches, e a coordenadora-geral da Escola de Governo da Fundaj, Suiany Padilha. Para Ana Abranches, o momento representa um marco no compromisso institucional com a formação de qualidade. “O dia de hoje simboliza mais do que o início de disciplinas, representa o fortalecimento de uma política de formação comprometida com a transformação social. Atualmente, temos 234 estudantes matriculados na Difor. Essas formações representam uma aposta firme na qualificação dos agentes públicos e sociais que atuam em diferentes territórios do Brasil”.
A coordenadora Suiany Padilha destacou o papel dos cursos como espaços de diálogo e troca. “Com esses cursos abrimos um espaço para reflexão crítica, cumprindo com nosso compromisso com a transformação social. Que esses 18 meses sejam de uma construção rica de reflexões, aprendizado e troca entre alunos, docentes e a gestão da Escola de Governo”.
A coordenadora de Atividades de Pós-Graduação, Ana Paula Abrahamian, leu o poema "O Delírio do Verbo", de Manoel de Barros, trazendo um momento de sensibilidade e reflexão antes das discussões temáticas. A programação seguiu com a mesa “Educação, Infância, Arte e Interculturalidade em Perspectivas Decolonizadoras”, que contou com a participação de Juliana Xucuru, liderança indígena e pesquisadora, e de Walter Kohan, filósofo e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Juliana apresentou ‘O fluir das águas e a educação’, em que fez uma analogia entre a água e o conhecimento, chamando atenção para a universalização do acesso à educação. “É importante o sentido de flexionar um pouco o cenário atual da educação em várias instâncias, seja a partir do ensino, da arte, da infância, seja a partir dos diversos saberes que nós indígenas costumamos entender de uma forma diferenciada. Estar aqui, neste evento, é também cumprir meu papel como corpo-mulher-território, como todas as mulheres indígenas. Não posso falar de arte e interculturalidade sem falar do povo Xucuru”, afirmou.
Já Walter Kohan abordou a obra de Paulo Freire para discutir a não linearidade do tempo, em especial o tempo da infância. Para ele, “a infância não é apenas idade, mas o momento em que ainda não é demasiado tarde”, reflexão que ampliou os horizontes da discussão acadêmica.
Participaram da aula inaugural discentes das especializações em Planejamento e Pesquisa Educacional; Infância e Educação Infantil; e Arte em uma Perspectiva Descolonizadora. A aula completa está disponível no canal da Fundaj no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=AlWZ-AP62X0&t=657s).
Categoria Material de Pesquisa
Tags: Pernambuco


