Evento acontece nos dias 30 e 31 de outubro de 2025, no Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia da UFPE
Nos dias 30 e 31 de outubro o Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) recebe o Simpósio de Combate à Desertificação. O evento, que tem apoio da Fundaj, tem como tema “Soluções para a crise ambiental em territórios em transformação”. As vagas presenciais estão esgotadas, mas o simpósio será transmitido pelo canal do Youtube do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), pelo link: . Para participar é preciso se inscrever no link https://simposio-desertificacao.oca-portal.com/. Haverá entrega de certificado para ambas as modalidades.
O simpósio é uma iniciativa do projeto REDESER (Revertendo o Processo de Desertificação nas Áreas Suscetíveis do Brasil: Práticas Agroflorestais Sustentáveis e Conservação da Biodiversidade). Este projeto é implementado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em coordenação com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e financiado pelo Fundo Global do Meio Ambiente.
O objetivo central do evento é promover o diálogo e a construção de soluções integradas para enfrentar a desertificação, considerada uma das manifestações mais graves da atual crise ambiental. Reunindo pesquisadores, gestores públicos, representantes de organizações sociais e comunidades locais, a proposta é construir respostas sustentáveis de forma coletiva, valorizando a troca de saberes e a diversidade dos envolvidos.
Alexandre Pires, diretor do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e um dos organizadores do evento, explicou que o simpósio busca ser um espaço de diálogo genuíno. "Nós estamos buscando construir o simpósio a partir da escuta, então a gente quer entender o que a sociedade civil, os movimentos sociais, as organizações, os agricultores, os povos e comunidades tradicionais estão construindo, o que eles estão debatendo sobre o tema da desertificação", contou Alexandre.
A participação da Fundação Joaquim Nabuco evidencia o seu compromisso com o debate e encaminhamento de soluções para os problemas contemporâneos que aflige os nossos povos”, destaca a presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar. A programação será dividida em três eixos principais: painéis temáticos com especialistas nacionais e internacionais, apresentações de trabalhos científicos e debates abertos ao público.
A pesquisa social e a união de saberes
O evento parte do princípio de que a desertificação não é apenas um fenômeno ambiental, mas também um processo que reflete desigualdades sociais, econômicas e políticas. Por isso, a pesquisa social é vista como estratégica para compreender as causas do problema e desenvolver estratégias de mitigação justas e eficazes. O simpósio valoriza a integração entre conhecimentos acadêmicos e populares, reconhecendo o papel fundamental de agricultores, povos tradicionais, cientistas, educadores e movimentos sociais na busca por soluções.
Um dos destaques da programação é o "Painel 1 – Sociedade civil: convergência de saberes populares e acadêmicos", que será mediado por Edneida Rabêlo Cavalcanti, da Fundaj. O painel contará com a participação de importantes organizações como a Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) e a Associação dos Povos Indígenas do Nordeste, Norte de Minas e Espírito Santo (APOINME).
Para Edneida Cavalcanti, o debate reforça a necessidade de valorizar o conhecimento prático das comunidades. “O painel destaca a relevância de reconhecer e valorizar os saberes construídos historicamente pelas comunidades rurais, camponesas, indígenas e tradicionais, cuja experiência concreta no enfrentamento da desertificação e na convivência com o Semiárido contribui de forma decisiva para o diálogo com a produção acadêmica e para a construção de soluções integradas e sustentáveis”, comentou.
O apoio da Fundaj ao simpósio fortalece o compromisso da instituição com uma ciência pública, interdisciplinar e engajada socialmente, fundamental para promover a justiça ambiental e políticas públicas de desenvolvimento sustentável em territórios vulneráveis.
Além da Fundaj, o evento conta com diversas parcerias científicas e institucionais, incluindo o Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA), a UFCG, o INSA, o i-LITPEG da UFPE e o OndaCBC. A programação completa pode ser consultada no site oficial do simpósio, e o evento também terá transmissão online.
Serviço
Simpósio de Combate à Desertificação
30 e 31 de Outubro
Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Programação
30/10 (quinta-feira)
8h às 9h - Credenciamento
9h às 10h30 - Solenidade de abertura
Representante da Universidade Federal de Pernambuco ( UFPE)
Representante do Instituto de Pesquisa em Petróleo e Energia (LITPEG)
Alexandre Pires, diretor do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Ponto Focal Técnico do Brasil na United Nations Convention to Combat Desertification ( UNCCD)
Representante da Food and Agriculture Organition (FAO) no Brasil
Márcia Angela Aguiar, presidenta da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj)
José Etham de Lucena Barbosa, diretor do Instituto Nacional do Semiárido (INSA)
Maria José de Sena, reitora da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
Victor Uchôa Ferreira da Silva, superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)
Marcelo Brito Carneiro Leão, diretor do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene)
11h às 12h30 - Painel 1: Sociedade civil - Convergência de saberes populares e acadêmicos
Mediadora: Edneida Rabêlo Cavalcanti, Fundaj
Ivi Liana, Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA)
Paulo Mansan, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Leila Santana da Silva, Movimento de Pequenos Agricultores (MPA)
Elisa Pankararu, Associação dos Povos Indígenas do Nordeste, Norte de Minas e Espírito Santo (APOINME)
14h às 15h30 - Painel 2: Ciência de dados e tecnologias aplicadas no monitoramento e modelagem da desertificação
Mediador: Luis Marcelo de Mattos Zeri, Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI)
Ludmilla de Oliveira Calado, Sudene
John Elton de Brito Leite Cunha, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA/UFCG/INSA)
Rômulo Silmões Cezar Menezes, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Observatório Nacional da Dinâmica da Água e do Carbono no Bioma Caatinga (OndaCBC)
15h30 às 17h - Painel 3: Soluções integradas para restauração dos territórios no Semiárido
Mediador: Renato Garcia, Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental (NEMA/Univasf)
Ana Claudia Costa Destefani, Rede de Restauração da Caatinga (ReCaa)
Maitê Maronhas, Articulação Semiárido Brasileiro (ASA)
Helder Farias Pereira de Araújo, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
17h às 18h20 - Sessão de apresentação oral
18h20 às 20h - Coquetel
31/10 (sexta-feira)
8h às 9h20 - Painel 4: Gestão adaptativa e territórios resilientes
Mediadora: Francislene Angelotti, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)
José Aldemir Freire, Banco do Nordeste (BNB)
Manuel Rodrigues de Freitas Filho, Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme)
Aldrin Pérez Marin, Instituto Nacional do Semiárido (INSA), Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA/UFCG/INSA) e Correspondente Científico do Brasil na UNCCD
Suzana Maria Gico Lima Montenegro, Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC)
9h50 às 11h10 - Painel 5: A dimensão humana da desertificação
Mediador:José Jonas Duarte da Costa, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
Plácido Júnior, Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Cecilia Tayse Muniz Teixeira, Universidade Federal de Sergipe (UFS Campus Sertão)
Valquíria Dias Fonseca, Centro de Agricultura Alternativa do Norte de Minas (CAA-NM)
11h10 às 12h30 Sessão de apresentação oral
14h às 15h30 - Painel 6: Articulação em rede para o enfrentamento da desertificação
Mediador: José Nunes da Silva, Associação Brasileira de Agroecologia (ABA)
Cristiano Almeida, UFPB e Rede de Hidrologia do Semiárido (REHISA)
Manoel Jorge Pinto da Franca, Articulação do Semiárido Brasileiro
Mireya Eugenia Valencia Perafan, Rede de Estudos Rurais do Brasil
16h às 18h - Debate aberto: Quais os caminhos podemos trilhar para a pesquisa e a****inovação no combate da desertificação no Brasil?
Mediador: John Elton de Brito Leite Cunha, Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e Observatório da Caatinga e Desertificação (OCA/UFCG/INSA)
18h - Solenidade de encerramento



