O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifestem, em 48 horas, sobre a possibilidade de o ex-presidente ter cometido falta grave no regime de prisão domiciliar humanitária ao manusear uma arma de fogo no dia 15 de junho.
Nessa terça-feira (23), Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito aberto para apurar a apreensão da arma, que estava com um integrante de sua equipe de segurança.
De acordo com o advogado de Bolsonaro, o ex-presidente falou sobre o episódio e esclareceu as questões levantadas por Alexandre de Moraes. O advogado afirmou ainda que Bolsonaro pediu que a arma fosse levada para manutenção após perceber um defeito. A defesa afirmou que não houve intenção de descumprir qualquer determinação legal e espera que o inquérito seja arquivado.
No despacho, Alexandre de Moraes afirmou que a Lei de Execução Penal considera falta grave o custodiado possuir indevidamente instrumento capaz de ferir a integridade física de outras pessoas.
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