A mostra fica em cartaz de 18 de agosto a 18 de setembro e tem visitação gratuita
A Galeria Massangana, localizada no Campus Gilberto Freyre da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), em Casa Forte, na Zona Norte do Recife, abre suas portas, a partir da terça-feira (18), às 18h, para a inauguração da exposição “Toré Virtual: imersão no canto e dança de origem ancestral”. Com o título original em língua Yaathe, idioma próprio do povo Fulni-ô, Uxil’nexa D’manedwa: sekhletxase tole seka tx’txo ya khet’totwade, a mostra propõe uma jornada estética e multissensorial pelos saberes do povo Fulni-ô, de Águas Belas, no Agreste pernambucano. A visitação é gratuita.
Entrar na exposição é se fazer presente num simulacro que une arte indígena, cinema, dança, memória e tecnologias imersivas para aproximar o público dos saberes ancestrais do povo Fulni-ô. Com curadoria de Hugo Fulni-ô, Carol Berger e Rose Lima, a mostra propõe um mergulho sensível na ancestralidade Fulni-ô a partir de linguagens tecnológicas, como realidade virtual em 360º, videoinstalações e relíquias digitais.
Segundo Rose Lima, que também é produtora da exposição, o propósito central da mostra é promover o resgate da ancestralidade pernambucana, oferecendo uma óptica tecnológica que privilegia a memória viva e a proteção de saberes que desafiam a lógica globalizada contemporânea. "Na exposição vamos ter um contato, mas não de futuro. De resgate, de salvaguarda da nossa ancestralidade. Porque o povo pernambucano não é um povo que foi construído, o pernambucano é indígena em sua origem, mas, muitas vezes, dinâmicas do cotidiano no mundo globalizado conseguem nos distanciar dessa riqueza que é acessar nossa própria cultura. Então, aqui a gente se propõe a essa conexão", explicou.
Um dos destaques da exposição é o documentário em realidade virtual “Toré Virtual – Uxil’nexa D’manedwa”, filme imersivo no ritual do Toré de Buzo, gravado em 360 graus, dirigido pelo cineasta e roteirista Hugo Fulni-ô, com codireção de Carol Berger. Com nove minutos de duração, a obra conduz o público ao território sagrado do Ouricuri, em Águas Belas, no Agreste pernambucano, por meio da força sensorial do Toré — dança ritualística do povo Fulni-ô.
A mostra conta ainda com projeções do território do Ouricuri, retratos 3D de mestres e jovens em movimento ritual, além de objetos tradicionais como maracás, xanducas e artesanatos produzidos pela comunidade. Visitas mediadas e recursos de acessibilidade estão disponíveis para garantir um melhor aproveitamento do conteúdo exposto na galeria.
A exposição integra a programação do IV Seminário Internacional Viva Língua Viva, que acontece na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Realizado pela primeira vez na região Nordeste, com o tema “Retomada e Fortalecimento Linguístico: conceitos, abordagens e experiências”, o seminário reconhece a língua Yaathe como uma dimensão fundamental da identidade, da memória coletiva e da continuidade cultural.
Serviço
Exposição imersiva “Toré Virtual: imersão no canto e dança de origem ancestral - Uxil’nexa d’mandedwa: sekhletxase tole seka tx’txo yakheth’totwade"
Abertura: 18 de Agosto de 2026, às 18h
Visitação: 19 de Agosto a 18 de Setembro
Horários: Segunda a sexta: das 9h às 17h; Sábados, domingos e feriados: das 13h às 17h
Local: Galeria Massangana - campus da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em Casa Forte, Av. 17 de Agosto, 2187 – Casa Forte, Recife - PE (CEP: 52061-540) .
Entrada Gratuita.



